Cais das Quatro Águas e da Ilha de Tavira precisam de «intervenção urgente»

O presidente da Câmara de Tavira Jorge Botelho pediu «uma intervenção urgente» nos cais das Quatro Águas e da Ilha […]

Cais Quatro Águas_Foto Luís Gonçalves
Foto: Luís Gonçalves

O presidente da Câmara de Tavira Jorge Botelho pediu «uma intervenção urgente» nos cais das Quatro Águas e da Ilha de Tavira. O edil tavirense aproveitou a presença do ministro do Ambiente João Matos Fernandes na inauguração oficial das obras de requalificação das Quatro Águas e da marginal entre Santa Luzia e Pedras d’El Rei para lembrar que ainda há obras fundamentais a fazer.

Na visão de Jorge Botelho, a requalificação dos dois ancoradouros terá de ser a obra que se segue. Até porque já há projeto feito pela Sociedade Polis Ria Formosa e já está apurada a verba necessária para levar a cabo esta obra: cerca de 4 milhões de euros, segundo avançou ao Sul Informação o presidente da Polis da Ria Sebastião Teixeira.

«Temos projetos para ambos os cais  e estamos em conversações com a entidade responsável por aquela área, que é a Docapesca, para procurar garantir o financiamento. Mas este é um processo que ainda não está fechado», disse o presidente da Polis.

A sociedade que gere este programa tem verba cativa para este projeto, mas «trata-se de uma parceria» em que a Docapesca terá de entrar com parte do dinheiro. «O edifício financeiro tem de ser composto. Vontade há, mas a vontade não faz obras», acrescentou Sebastião Teixeira.

Jorge Botelho, por seu lado, mostrou-se particularmente preocupado com esta e com outras obras que considera fundamentais, na zona das Quatro Águas, na área que ficou de fora da obra ontem inaugurada. Até porque, considera, as inaugurações servem para mais do que cortar uma fita, também servem «para trazer membros do Governo e sensibilizá-los para o que ainda falta acontecer».

«Falta fazer muita coisa. Faltam os cais e também queremos investir em infraestruturas náuticas de apoio na zona das Quatro Águas», disse.

Inauguração das Quatro Águas Tavira_8

O município de Tavira não pretende ficar a ver o que os outros fazem e está a avançar com uma série de obras complementares de requalificação da frente ribeirinha. Esta semana, termina a obra na rua Pires Padinha, entre a Praça da República e o início da Estrada das Quatro Águas.

Para breve está o lançamento da obra de requalificação da Estrada das Quatro Águas, entre a ponte dos Descobrimentos e  área de intervenção do Polis, de modo a dar uma continuidade à obra e ligá-la à cidade, numa lógica de «mobilidade suave», ou seja, com condições para a circulação a pé e de bicicleta. Esta intervenção custará «cerca de 200 mil euros e será suportada pela autarquia».

Jorge Botelho não deixa, ainda assim, de enaltecer as obras agora inauguradas, «intervenções pelas quais esperávamos há muitos anos, mas que até agora não tinham passado das palavras».

Também o responsável pela Polis Ria Formosa se mostra satisfeito com o resultado da intervenção. «As coisas aqui mudaram do 8 para o 80. Foi uma requalificação geral. Mudou a qualidade para o ambiente e para a Ria Formosa, para os utentes e para o espaço público em si», considerou Sebastião Teixeira.

Além do repto do edil de Tavira, o ministro João Matos Fernandes também ouviu as exigências de um pequeno grupo de ativistas anti-exploração de petróleo no Algarve. No final, o membro do Governo garantiu que a explorção de hidrocarbonetos «não avançará sem uma avaliação ambiental cuidada», acrescentando que «nunca se colocará em causa as riquezas naturais do Algarve».

 

Vejas as fotos:

(Fotos: Hugo Rodrigues/Sul Informação)

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