1 em cada 5 eletrodomésticos consome mais energia do que o declarado

Um em cada cinco eletrodomésticos testados pelo MarketWatch consome mais energia do que o declarado, anunciou a Quercus, que é […]

eletrodomésticosUm em cada cinco eletrodomésticos testados pelo MarketWatch consome mais energia do que o declarado, anunciou a Quercus, que é parceira nacional do projeto.

Ao longo de três anos, entre 2013 e 2016, o Projeto MarketWatch analisou frigoríficos, máquinas de lavar louça, lâmpadas e outros equipamentos elétricos de uso doméstico, tendo detetado, na maioria das categorias de produtos, valores de consumo de energia que não correspondem aos declarados.

Testes realizados em laboratórios independentes identificaram 18 equipamentos de uso doméstico que não respeitam a legislação europeia de eficiência energética.

Entre as situações de incumprimento, que podem surpreender os consumidores, foi encontrado um aspirador que consome 54% acima do declarado, um frigorífico com um consumo 12% superior ou ainda um televisor com uma classe energética inferior à declarada e sem a função de desligamento automático previamente definida.

Os testes detetaram ainda uma máquina de lavar louça que precisou de realizar dois ciclos de lavagem para limpar devidamente os pratos, uma lâmpada LED que registou menos 20% em luminosidade do que o declarado ou um secador de roupa que não se desliga, devido a uma luz que permanece acesa no painel.

Os peritos estimam que mais de 10 mil milhões de euros em poupanças energéticas são desperdiçadas porque os produtores e retalhistas não respeitam as regras da UE.

À custa destas infrações as famílias europeias poderão ver a sua fatura energética anual aumentar, em média, 465 Euros, uma poupança ‘prometida’ pela UE através da implementação das Diretivas de Etiquetagem Energética e Conceção Ecológica.

O projeto MarketWatch, cofinanciado pela Comissão Europeia e desenvolvido por um consórcio de associações da sociedade civil europeia, encarregou laboratórios acreditados de verificar a conformidade de produtos face à legislação europeia de eficiência energética, seguindo as metodologias oficiais.

O projeto recorreu a diversas fontes de informação para se poder focar em produtos e setores mais propensos a falhar, pelo que os resultados alcançados não refletem a realidade global do mercado.

Em metade dos casos, foi testado o mesmo número de amostras por produto, tal como nos testes realizados pelas autoridades de fiscalização de mercado. Caso os produtores aceitassem os resultados dos testes ou os produtos em causa fossem descontinuados, analisavam-se então menos amostras.

Diversos produtores afirmaram ao MarketWatch que iriam acelerar as atualizações de software para analisar e resolver as questões identificadas.

Uma vez que, atualmente, não existem regras que impeçam que estas atualizações aumentem o consumo energético dos produtos, o MarketWatch apelou à Comissão Europeia que defina regras para evitarem esta situação.

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