The Parkinsons com dose dupla em Faro: estreia nacional de documentário + concerto

A estreia nacional de «It’s a Long Way to Nowhere – The Parkinsons Story», o documentário da realizadora Caroline Richards, […]

The ParkinsonsA estreia nacional de «It’s a Long Way to Nowhere – The Parkinsons Story», o documentário da realizadora Caroline Richards, sobre a mais internacional banda portuguesa de rock dos últimos anos – The Parkinsons – e a sua explosão na cena musical londrina, em 2000, vai acontecer na cidade de Faro, no próximo dia 29 de Janeiro, às 21h30, no Teatro Municipal de Faro.

A première mundial do documentário teve lugar no passado dia 14 de Dezembro, de 2015, no Prince Charles Cinema, em Londres.

Público em geral:
filme + concerto » 12€ // filme: 4€
Sócios CCF:
filme + concerto» 10€ // filme: 2€

A Portugal chega agora, com esta estreia nacional em Faro, pela mão do Cineclube de Faro (CCF) e da União Sónica do Algarve.

«Este vai ser, sem sombra de dúvidas, um evento épico em formato “dois em um”. É que pela primeira vez, em muitos anos, o Teatro Municipal de Faro, caracterizado por uma programação cultural mais institucional, vai abrir as suas portas à exibição de um documentário arredado dos circuitos de exibição mais mainstream, ao qual se seguirá um inolvidável concerto de punk-rock, não recomendado a cardíacos, protagonizado pelas estrelas da noite: os The Parkinsons», salienta o Cineclube.

O evento conta ainda com a presença da realizadora britânica Caroline Richards, que fará uma breve apresentação da sua obra e vai estar disponível para responder a algumas questões por parte do público.

A lotação para este concerto é limitada a 200 pessoas, pelo que a organização recomenda a reserva antecipada de bilhetes.

 

 

The Parkinsons: a lenda

“They rock like The Stooges, they dance like Tony Manero and they party harder than Keith Moon”
(Sleazenation)

“See’em before they get locked up!”
(Independent On Sunday)

Para quem gosta de rock’n’roll português – em inglês – certamente dispensam apresentações. Pedro Chau, Victor Torpedo e Afonso Pinto, nascidos em Coimbra na época de 70, semearam desde sempre o espírito rebelde e inconformista através da música, ainda debaixo de um ambiente sociocultural retrógrado.

Em 2000, no alvorecer do novo milénio, mudam-se para Londres, para fugirem ao tédio e à apatia da cidade natal e formam os The Parkinsons, juntamente com o fogoso baterista escocês Chris Low.

Os ares londrinos de uma Inglaterra avançada musicalmente, nomeadamente no movimento punk, e com o fenómeno da Britpop a entrar em decadência, deram-lhes uma agitação que acabaria por vir a ser muitas vezes polémica e controversa.

Rapidamente constroem uma reputação de caos, revelando a sua propensão para ficar nus em palco e por injetarem poderosas doses de adrenalina nas suas atuações ao vivo.

Tendo conquistado Londres, o fenómeno The Parkinsons rapidamente deflagra ao resto do Reino Unido, recebendo feedbacks de êxtase e elogios por onde quer que passassem.

Em 2002, a banda é apaparicada por toda a imprensa, rádios e TVs britânicas, marcando presença em todos os grandes festivais de música do país. São reconhecidos pela irreverência caótica ao vivo – perturbando muita gente, desde a equipa de staff até à própria Rainha de Inglaterra.

Entre o frenesim de concertos, festas e empregos detestados, lançam o primeiro álbum em 2002, intitulado A Long Way to Nowhere, que é bem recebido pela crítica britânica.

Dois anos mais tarde, é a vez de New Wave e, em 2005, regressam às origens para editar Down with the Old World, pela Rastilho. Passados oito anos, voltaram à carga com Back To Life, como quem diz: “ainda aqui estamos!”

A Long Way to Nowhere é compilado a partir de centenas de horas de filmagens ao vivo, e nos bastidores, juntamente com entrevistas com a banda e outras personagens-chave que acompanharam os The Parkinsons nesta aventura épica.

A história dos Parkinsons é extraordinária. Mas terá sido a sua viagem apenas um longo caminho para lugar nenhum? Descubram-no neste documentário original, divertido, louco e profundamente humano e preparem-se para um concerto emocionante, impróprio para cardíacos. É que apesar de amadurecidos, há coisas que não mudam.

 

The Parkinsons: Bad Girl

 

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