Morreu o Padre Arsénio

O Padre Arsénio Castro da Silva, conhecido simplesmente por Padre Arsénio, responsável pela Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, em […]

O Padre Arsénio Castro da Silva, conhecido simplesmente por Padre Arsénio, responsável pela Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão, faleceu hoje vítima dos problemas de saúde que há longos meses o afligiam.

O Padre Arsénio faleceu na Aldeia de São José de Alcalar, na paróquia da Mexilhoeira Grande, onde estava nas últimas semanas. Esta tarde há uma cerimónia semi-privada em memória do Padre Arsénio, nesta aldeia para idosos criada por outro padre jesuíta.

O corpo do Padre Arsénio vai depois ficar, a partir das 18h00 de hoje, em câmara ardente, na igreja de Nossa Senhora do Amparo, onde era pároco e que ajudou a construir.

O funeral está marcado para as 16 horas de amanhã, dia 15 de maio, às 16h00, saindo da Igreja do Amparo para o cemitério de Portimão.

Arsénio Castro da Silva, padre jesuíta, nascido em Vila Nova de Famalicão a 16 de fevereiro de 1939, veio para Portimão em 1975, para onde foi destacado com vista a fundar uma comunidade cristã.

Em 11 de abril de 1976 celebrou a primeira missa para os cristãos residentes na zona da Quinta do Amparo, recorrendo para o efeito à adaptação de um espaço afeto à antiga fábrica de conservas de peixe “A Mercantil” e que ficaria conhecido como “Salão – Capela”.

Começou por ser um padre-operário que trabalhou mesmo na estiva da sardinha no porto de Portimão, criou uma escola para crianças ciganas, foi também professor numa das escolas secundárias da cidade, foi diretor, locutor e jornalista da Rádio Costa d’Ouro, de Portimão, e criador do Centro Social de Nossa Senhora do Amparo, que tem prestado um inestimável serviço de apoio social aos mais carenciados e excluídos.

Sagrada em 1999, foi sob a sua coordenação que foi construída a igreja de Nossa Senhora do Amparo, sede da nova paróquia de uma cidade de Portimão em expansão.

Aí bem perto, o Padre Arsénio criou depois o Centro Social, construído com muitas ajudas mas sem recorrer aos subsídios da Segurança Social, e que atualmente, com o trabalho de três dezenas de empenhados voluntários, dá apoio a dezenas e dezenas de pessoas carenciadas de Portimão, servindo o seu refeitório social quase uma centena de refeições diárias.

Pelos seus relevantes serviços de caráter social e humanitário, em 2008 foi distinguido pela Câmara de Portimão com a Medalha de Mérito Municipal.

Os jornalistas do Sul Informação, que conheciam e admiravam a pessoa e o trabalho do Padre Arsénio, expressam as suas condolências à sua família e aos seus paroquianos, considerando que a cidade de Portimão ficou mais pobre.

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