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José Louro, o semeador de Teatro no Algarve, “colheu” o Prémio Maria Veleda

premio-maria-veleda-jose-louro-20José Louro «semeou Teatro por todo o Algarve» e, na tarde deste domingo, colheu alguns dos frutos do seu trabalho com a homenagem que lhe foi feita no Teatro Lethes, em Faro, na entrega do Prémio Regional Maria Veleda.

Semeador, pedagogo ou encenador são alguns dos adjetivos que caracterizam José Louro, um homem que entrou para o Teatro Lethes, cheio de amigos, «comovido», e saiu «descontraído», como confessou no final da cerimónia, que foi classificada por todos os intervenientes como sendo «de emoções e afetos».

Mas a tarde foi também de reencontros com alunos, com amigos, com antigos colegas de palco, com familiares. No Teatro Lethes, José Louro encontrou «as pessoas que mais gostava de encontrar. Tenho a certeza que amanhã passo pela rua, se puder passar de automóvel, e digo assim: “aquele estava lá”. Foram muitos», confessou o homenageado.

premio-maria-veleda-jose-louro-4Entre várias atuações de amigos e a exibição de um mini-documentário produzido pela Algarve Film Comission sobre José Louro, foram muitos os momentos em que a plateia aplaudiu o encenador.

Luís Vicente, que fundou a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, juntamente com José Louro, lembrou que o vencedor do prémio Maria Veleda formou «secretários de Estado, ministros, diretores-gerais ou atores».

Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro, não foi aluno de José Louro, mas também ele disse que ficou «marcado para a vida futura» pelo professor, com quem se cruzou no Liceu de Faro.

O autarca lembrou que Louro «ajudou a reerguer o Teatro Lethes das cinzas» e assumiu que a cidade de Faro «tem uma enorme dívida de gratidão» para com ele.

Alexandra Rodrigues Gonçalves, diretora regional de Cultura, no seu discurso afirmou que «a história do Teatro tem a sua marca» e relembrou o seu trabalho com vários jovens que «arrastou para a vida artística».

premio-maria-veleda-jose-louro-19No final da cerimónia, Alexandra Gonçalves demonstrou a sua felicidade com o facto de se terem conjugado «duas oportunidades: a existência do prémio, com a candidatura. Esta é uma homenagem justa, há muito que se pensava fazer. Já em outros lados, por onde andei, se falava num momento em que se conseguisse dar ao professor Louro um bocadinho daquilo que ele nos deu a nós. A oportunidade, com o Club Farense a apresentar a candidatura, chegou, e hoje a sala encheu-se para tornar esta numa tarde inesquecível para o professor Louro».

Para a diretora regional de Cultura, esta foi uma jornada «de amigos e de pessoas marcadas pelo percurso de vida dele, porque, de uma maneira ou de outra, tivemos o professor Louro a contribuir para a nossa vivência e desenvolvimento humano de cada um de nós».

Depois de muitos momentos emocionantes, para fazer jus ao sentido de humor de José Louro, a cerimónia terminou com gargalhadas, com uma rábula interpretada por mais um amigo do homenageado, José Cabecinha.

Foi no Lethes que José Louro mostrou muito do seu trabalho e isso deixou o vencedor do prémio satisfeito: «ser no Lethes [a cerimónia de entrega do Prémio] teve importância, porque é um lugar mítico. Num teatro novo, perdíamo-nos no meio daquilo tudo». «Só tenho pena de não ter pernas para vir aqui de vez em quando», lamentou José Louro.

 

Veja aqui as fotos da cerimónia:
Fotos: Nuno Costa|Sul Informação

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