Monchique vai ter instalações construídas de raiz para o Posto Territorial da GNR, num investimento de 1,7 milhões de euros, que foi lançado na semana passada pelo ministro da Administração Interna (MAI).
José Luís Carneiro, depois de visitar o terreno onde será construído o futuro quartel, situado nas traseiras do cemitério da vila, foi depois aos Paços de Concelho, onde homologou o contrato de cooperação interadministrativo, assinado entre o Município de Monchique, a Secretaria Geral do MAI e ainda a GNR, representada pelo seu comandante-geral Ribeiro Veloso.
Paulo Alves, presidente da Câmara, salientou que a GNR funciona atualmente «em instalações com más condições e pouco espaço, arrendadas e pagas pelo Município e assim continuará até que esteja a funcionar o novo quartel».
Salientando que o terreno para o novo quartel «é cedido pela Câmara de Monchique», o autarca defendeu que «m conjunto, transformámos um problema numa oportunidade».
Porquê? É que o novo quartel, «além de albergar a GNR, vai também albergar a UEPS [Unidade de Emergência de Proteção e Socorro], com alojamento para ambas».
Segundo o autarca monchiquense, «a permanência da UEPS em Monchique revela-se de primordial importância» para o concelho, uma vez que os incêndios e outras catástrofes naturais ou criadas pelos humanos não escolhem épocas para acontecerem.

Por seu lado, o comandante geral da GNR Rui Ribeiro Veloso saudou o «momento de congregação de esforços», que permitiu «criar novas condições de trabalho e de habitabilidade».
O importante, defendeu o responsável nacional pela GNR, é «dotar a Guarda de instalações modernas dignas e funcionais», que permitam «aumentar a qualidade do atendimento às comunidades».
O ministro da Administração Interna salientou que «este investimento contratualizado em Monchique, de 1,7 milhões de euros, é um de outros investimentos em curso no Algarve»: Aljezur com 2,2 milhões de euros, Olhos d’Água com 652 mil euros, Loulé com 11 milhões, com a Câmara a assumir 50% dos custos, e ainda Vila Real de Santo António com 1,4 milhões.
«Neste momento, em contratualização, em compromisso claro e concreto, temos 16 milhões de euros de investimentos no Algarve, em equipamentos e infraestruturas para as forças de segurança interna», salientou José Luís Carneiro.
Depois avançarão investimentos nas instalações da GNR em Silves, São Bartolomeu de Messines, na valorização do antigo quartel de Lagos, posto fiscal da Ponta da Areia e Castro Marim. Neste caso, acrescentou o ministro, «a Câmara de Castro Marim ficou de enviar plantas do terreno para que a secretaria-geral possa trabalhar».
«Há investimentos que estavam à espera há 15, 20 anos, depois os cidadãos deixam de acreditar», sublinhou o governante, defendendo que um contrato como o que foi assinado em Monchique, marcando o avanço do investimento, dá nova esperança.
Quanto à instabilidade política, que poderia afetar a concretização das obras, o ministro da Administração Interna explicou que «estes acordos de Estado mantêm-se, independentemente do poder político, estas prioridades estão na lei de programação, o financiamento está garantido», ou seja, não dependem da continuidade ou não dos governos.
Fotos: Elisabete Rodrigues | Sul Informação
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