Centro de testes à Covid-19 arranca este fim de semana no Estádio Algarve

«Este centro de rastreios só vai atender casos menos graves, aqueles que não necessitem de ir ao hospital»

A tenda a ser montada junto ao Estádio Algarve – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

Um novo centro de análises, montado numa tenda, instalada junto à entrada principal do Estádio Algarve, vai começar, este fim de semana, a recolher colheitas de pessoas suspeitas de estarem infetadas com o novo coronavírus.

Este novo equipamento foi anunciado por Ana Cristina Guerreiro, delegada regional de Saúde, na conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, 20 de Março, em Faro.

A iniciativa surge no âmbito de uma parceria entre a Administração Regional de Saúde (ARS) e o Algarve Biomedical Center (ABC), este último um consórcio que junta a Universidade do Algarve e o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve.

Nuno Marques, presidente do ABC, explicou ao Sul Informação que, apesar de ainda «não haver nem data, nem hora certas», já se sabe que este centro de colheitas vai «entrar em funcionamento este fim de semana».

 

Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

 

E como é que tudo funcionará? Ora, os casos suspeitos «vão chegar orientados ou pela Linha de Apoio Médico ou pela Linha SNS24».

«As pessoas farão a sua colheita e vão para casa. Mais tarde é que saberão os resultados. Ou seja: este centro de rastreios só vai atender casos menos graves, aqueles que não necessitem de ir ao hospital», enquadrou.

Os testes continuarão a ser feitos no Laboratório Regional de Saúde Pública Dra. Laura Ayres, também ele situado perto do Estádio Algarve.

Nuno Marques fez questão de frisar que o acesso a este centro de colheitas «não será livre». Isto é: quem tem sintomas de Covid-19 não pode chegar e pedir para fazer o teste. Tem, sempre, de ser encaminhado ou pela Linha SNS24 ou pela de Apoio Médico.

Ainda assim, no futuro, esse acesso livre poderá ser uma realidade. «É algo que ainda não sabemos e que dependerá sempre da Administração Regional de Saúde do Algarve».

Em termos do número de colheitas, «não haverá qualquer limitação», nem estimativas de quantas se espera fazer por dia neste centro. «Os números são tão dinâmicos e variáveis», ilustrou.

 

Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

 

Por agora, a tenda «não vai começar por funcionar dia e noite». «Para já não é necessário, mas temos essa capacidade de, num momento para o outro, passarmos a estar sempre abertos, as 24 horas do dia».

Para tal, a ajuda do ABC, nesta parceria com a ARS, foi essencial.

«Conseguimos contactar pessoas e felizmente aqui no Algarve, os profissionais de saúde estão sempre disponíveis. Bastou-nos mandar um alerta e, de imediato, houve pessoas que se ofereceram para trabalhar», concluiu Nuno Marques.

Segundo Ana Cristina Guerreiro, delegada regional de Saúde, poderão, no futuro, entrar «outros parceiros» nesta iniciativa, «nomeadamente laboratórios privados que já se ofereceram».

Este sistema de análises está já a ser implementado no Porto, Gaia e Lisboa.

 

Fotos: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

 

 

 

 

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