Bactéria E.coli interdita Praia de Faro a banhos

Interdição foi decretada pela delegada regional de saúde

A Praia de Faro está interdita a banhos desde esta manhã, depois de ter sido detetada a presença da bactéria Escherichia coli, vulgo E.coli, em valores muito superiores aos permitidos.

A decisão de proibir os banhos nesta zona balnear de Faro, avançada hoje pelo jornal Barlavento, foi tomada pela delegada regional de saúde do Algarve, como a própria confirmou ao Sul Informação.

«Nós fazemos despiste a esta bactéria porque ela funciona como um indicador da potencial presença de outra bactérias e até vírus, que não são tão facilmente detetáveis. A concentração não pode ultrapassar os 1200 e uma análise de rotina feita a água recolhida esta segunda-feira na Praia de Faro já ia nos 2 mil e iria continuar a aumentar. Perante isso, e de acordo com a lei, tivemos de tomar esta decisão», revelou Ana Cristina Guerreiro.

A análise em causa foi levada a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente, responsável pelo controlo da qualidade das águas balneares, mas, «tendo em conta que se trata de um problema de saúde pública», o processo passou para as mãos da Administração Regional de Saúde do Algarve.

A delegada regional de saúde acredita que esta é uma «situação pontual», tendo em conta que nunca antes tinha sido detetada este tipo de bactéria nas águas da Praia de Faro. «Nem eu nem uma colega que também já está cá há muito tempo nos lembramos de qualquer situação do género».

Isto na Praia de Faro, pois, ocasionalmente, este tipo de contaminação acontece, sobretudo «em praias próximas de localidades, onde há a possibilidade de contaminação por via dos sistemas pluviais».

É que a Escherichia coli está muito associada aos esgotos e, usualmente, chega ao mar fruto de descargas ilegais de águas residuais nos sistemas pluviais ou mesmo diretas.

«Nós achamos que estes valores fora do normal possam ter sido causados ou por uma grande concentração de banhistas que possam ter conspurcado a água ou, mais provavelmente, por uma descarga feita por um barco, ao largo», disse ao Sul Informação Ana Cristina Guerreiro.

Assim, e tendo em conta «que já houve várias marés», o mais provável é que o foco de poluição já tenha dispersado e que as análises feitas à água recolhida esta manhã não acusem as mesmas concentrações desta bactéria.

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