Em Portimão, Dia Mundial das Zonas Húmidas não é para “chorões”

Mais de 300 crianças do Agrupamento de Escolas da Bemposta voltam a participar, amanhã, 2 de Fevereiro, Dia Mundial das […]

Mais de 300 crianças do Agrupamento de Escolas da Bemposta voltam a participar, amanhã, 2 de Fevereiro, Dia Mundial das Zonas Húmidas, numa ação de remoção do “chorão das praias” em prol do sistema dunar de Alvor.

Pelo segundo ano consecutivo, para assinalar esta data, o Município de Portimão voltou a desafiar o Agrupamento de Escolas da Bemposta para participar numa mega ação de remoção do “chorão-das-praias”, uma espécie exótica e infestante existente no sistema dunar de Alvor, por forma a preservar esta zona húmida de valor internacional.

Às 9h30, junto ao Complexo Desportivo de Alvor, mais de 350 alunos e professores do 2º e 3º ciclo do Agrupamento de Escolas da Bemposta têm encontro marcado para, durante cerca de duas horas, recolherem a maior quantidade possível de “chorão-das-praias” e «participarem ativamente nesta ação de sensibilização para a problemática das espécies exóticas sobre a diversidade biológica nativa e promover os valores e funções das zonas húmidas».

Uma vez que, amanhã, não será possível remover todas as manchas de “Chorão-das-Praias”, no sábado, dia 17 de Fevereiro, é lançado o desafio a toda a população para participar também nesta iniciativa de preservação do sistema dunar de Alvor.

Os interessados poderão juntar-se, nesse sábado, ao Agrupamento de Escuteiros de Alvor e de Portimão, Guias de Portimão e Escola de Cadetes e Infantes dos Bombeiros, que desde já confirmaram a sua participação na ação, que irá decorrer entre as 9h30 e as 12h00 e que terá como ponto de encontro o Complexo Desportivo de Alvor. A ação conta ainda com a colaboração da EMARP e Juntas de Freguesia da Mexilhoeira Grande e Alvor.

O “Chorão-das-Praias” (Carpobrotus edulis) é uma planta não indígena (exótica), com origem na África do Sul, que não ocorre naturalmente no solo português, tendo sido introduzida em Portugal para fins ornamentais e mais tarde cultivada para fixar taludes e dunas.

«A sua impressionante capacidade de propagação e vigoroso crescimento vegetativo facilitou a rápida colonização e ocupação de vastas áreas, formando, nalguns locais, tapetes contínuos que impedem o desenvolvimento e a sobrevivência da vegetação nativa», explica a Câmara de Portimão.

É considerada, de acordo com o Decreto- Lei nº 565/99, de 21 de dezembro, que regula a introdução de espécies não indígenas da flora e fauna, uma espécie invasora. O desenvolvimento e proliferação descontrolada de espécies exóticas é considerado a segunda causa mais importante de perda de biodiversidade na natureza.

«No sistema dunar de Alvor, persistem várias dezenas de manchas de dimensão variável, que ainda podem ser removidas e controladas manualmente, antes de colocarem em causa a sobrevivência da flora típica destes habitats».

Na edição anterior, foram recolhidos e encaminhados para o aterro um total de 23.540 quilos.

A Ria de Alvor é considerada a 3ª zona húmida mais importante do Algarve e foi designada em 1996, pelo Governo Português, sítio RAMSAR no âmbito da Convenção das Zonas Húmidas, fazendo parte do grupo de 31 zonas húmidas existentes no País, quatro das quais na região do Algarve (Ria de Alvor; Ria Formosa; Sapais de Castro Marim e Vila Real de Santo António e a ribeira do Vascão).

 

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