Chama-se Capela de Nossa Senhora das Misericórdias (o nome não podia ser mais apropriado), foi inaugurada oficialmente no dia 18 de Abril e nasceu para estar «ao serviço de Boliqueime».
É dentro do complexo da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime que se ergue este novo espaço religioso algarvio. Apesar de já estar a funcionar, a inauguração oficial apenas decorreu meses depois e contou com a presença do bispo do Algarve.
D. Manuel Neto Quintas, que presidiu à eucaristia, referindo-se à nova igreja, apelidou-a de «espaço generoso». «Fiquei logo agradado com o espaço quando o visitei nas suas várias fases».
«Quero dar também aqui o meu testemunho da importância grande que têm as Misericórdias no Algarve», considerou o bispo, numa missa em que foi acompanhado pelo padre Pedro Manuel, pároco de Boliqueime e Ferreiras.
Esta nova capela tem uma história feita de altos e baixos.
A ideia, como vincou Sílvia Sebastião, atual provedora, nasceu ainda «na anterior direção». Só que, «por falta de verbas, não foi possível terminar as obras».
Quando a nova direção da Misericórdia de Boliqueime tomou posse, pediu ajuda à Câmara de Loulé, que aceitou «e permitiu concluir a empreitada».
«O edifício estava feito, mas faltavam os bancos, as imagens religiosas, o sino», enquadrou a provedora, aos jornalistas.
Quando tudo parecia encaminhado e a igreja estava pronta… veio a pandemia. «As atividades começaram em Março de 2020, mas a Covid-19 veio bloquear aqueles dois anos».
De resto, esta é uma Santa Casa da Misericórdia que sabe bem o que foi o impacto da pandemia nas suas instalações. Foi lá que, em Abril de 2020, houve o primeiro surto de Covid-19 num lar algarvio.
Ultrapassadas as questões sanitárias, Sílvia Sebastião diz que o facto de «termos passado por momentos de grande dificuldade» fez com que o dia da inauguração da nova capela fosse «ainda mais feliz».
Atualmente, é celebrada missa todas as quintas-feiras naquela capela, que é também usada para os funerais. Além disso, é no novo espaço que o padre Pedro Manuel se reúne com os casais que se vão casar ou batizar algum filho.
Para Sílvia Sebastião, a nova capela tem uma importância «muito grande», porque permite também «dar continuidade ao cultivo da fé e da cristandade».
«Podemos trazer os nossos utentes à missa com maior proximidade e isso era algo que nos pediam. Antes, tínhamos só uma pequenina capela», vincou.
A obra custou no total cerca de 1,5 milhões de euros.
Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação