Festival MED: Exposições dedicadas a Marrocos já mostram «a ponte que nos une»

Exposições foram inauguradas na passada sexta-feira

Foto: Mariana Carriço | Sul Informação

As exposições “Fragmentos de Humanidade” e “Artes e Técnicas Decorativas do Reino de Marrocos”, inauguradas em Loulé no âmbito do Festival MED, já podem ser visitadas e mostram «a ponte que nos une». 

«O Algarve é a continuação de Marrocos, quer em termos da sua identidade, quer da cultura nas mais diversas valências. Quando nos 20 anos pensámos que precisávamos de um capítulo diferente para o festival e pensámos em ter um país convidado, Marrocos teve de ser a escolha», disse ao Sul Informação Carlos Carmo, vereador da Câmara de Loulé e diretor do Festival.

“Fragmentos de Humanidade”, patente na Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, com trabalhos do artista Moulay Youssef El Kahfaï, um dos nomes de referência da pintura contemporânea de Marrocos, e “Artes e Técnicas Decorativas do Reino de Marrocos”, patente no Palácio Gama Lobo, foram inauguradas no dia 31 de Maio.

«Para nós é uma grande honra sermos os primeiros convidados e isso obriga-nos também a um compromisso de colaboração viva, rica e grande com este Município, cooperação essa que tem disso impecável», revelou também ao nosso jornal José Alberto Alegria, cônsul honorário de Marrocos no Algarve.

De acordo com o cônsul, a inauguração destas exposições é apenas a primeira parte desta parceria. «Daqui a um mês, na véspera da abertura do festival, haverá ainda um concerto muito interessante de um conjunto de música andaluza que o governo marroquino oferece e temos também uma série de artistas marroquinos a atuar».

 

José Alberto Alegria, cônsul honorário de Marrocos no Algarve, e Moulay Youssef El Kahfaï, autor das obras. Foto: Mariana Carriço | Sul Informação

 

Apesar de as exposições serem inauguradas no âmbito do festival, podem ser visitadas até Julho.

Moulay Youssef El Kahfaï, autor de “Fragmentos de Humanidade”, explicou ao Sul Informação que esta é uma exposição que conjuga obras recentes de pintura, colagens, gravuras e litografias feitas com recurso a «várias técnicas e baseadas na humanidade».

«Grande parte do trabalho foi elaborado durante a pandemia e é por isso que muitos têm como base o papel, que era o material que tinha em casa», continua, acrescentando que  Loulé é a primeira cidade a receber esta exposição.

“Fragmentos de Humanidade” pode ser visitada até 6 de Julho, de terça-feira a sábado, das 10h00 às 13h30 e das 14h30 às 18h00.

 

Foto: Mariana Carriço | Sul Informação

 

Já  “Artes e Técnicas Decorativas do Reino de Marrocos”, que evidencia algumas das principais artes decorativas utilizadas na Arquitetura Tradicional do Reino de Marrocos associadas aos respetivos materiais – os metais, a azulejaria e cerâmica, a madeira, a lã, a cal – pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 18h00, e ao sábado, das 9h00 às 13h00.

«Loulé tem uma grande ligação com Marrocos, basta vermos pelos banhos islâmicos, que mostram como as nossas pontes culturais em termos da património histórico e arquitetónico são inúmeras», reforçou Carlos Carmo.

O vereador da Câmara de Loulé salientou ainda que o Festival Med permite esta aproximação.

«A cultura é um meio riquíssimo para unir povos e o Festival Med é um evento de integração e coesão, algo que hoje em dia, num mundo com guerras e afastamento, é cada vez mais importante», rematou.

 

Fotos: Mariana Carriço | Sul Informação

 

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