Escolas do Algarve já se podem candidatar ao Prémio Sonae Educação de 150 mil euros

Pela primeira vez, as escolas públicas podem também candidatar-se ao Prémio Sonae Educação

As escolas públicas e privadas do Algarve, bem como as associações que desenvolvem projetos inovadores na área da educação, já se podem candidatar ao Prémio Sonae Educação, que vai distribuir 150 mil euros pelos projetos vencedores.

O Prémio Sonae Educação tem como objetivo promover a inovação e a inclusão na educação em Portugal, distinguindo projetos que contribuam para melhorar o acesso e a qualidade da educação em Portugal, em todas as fases do ciclo de aprendizagem.

Depois do sucesso da primeira edição, com mais de 400 candidaturas, em 2024, a Sonae decidiu aumentar em 50% o valor monetário do prémio, de 100 mil para 150 mil euros, visando estimular o surgimento de mais iniciativas inovadoras na área da Educação em Portugal e reforçar o número de projetos apoiados.

O objetivo é premiar projetos que promovam abordagens educativas inovadoras e que, por via da educação, qualificação ou requalificação, contribuam para a mitigação de fatores de desigualdade ou exclusão, fomentando uma sociedade mais inclusiva, capacitada e resiliente.

João Günther Amaral, membro do júri e administrador executivo da Sonae, salienta que “a Educação é o mais poderoso elevador social, fundamental para acelerar o desenvolvimento individual e da sociedade, e para combater as desigualdades. As mais de 400 candidaturas da primeira edição mostraram-nos que o Prémio Sonae Educação pode mesmo fazer a diferença no trabalho de organizações essenciais para a melhoria da qualidade do ensino no país. Por isso, nesta segunda edição, aumentámos o valor do prémio e abrimo-lo a todas as entidades, incluindo escolas públicas, reconhecendo a qualidade dos projetos e o seu potencial de impacto. Desta forma, esperamos continuar a reforçar o nosso contributo para a modernização dos modelos de ensino atuais e para o aumento da igualdade de oportunidades para todos”.

Nesta segunda edição, a Sonae decidiu alargar a possibilidade de candidaturas a qualquer tipo de entidade, seja de natureza pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, desde que focadas no impacto social da sua intervenção no âmbito da educação, qualificação ou requalificação.

Assim, pela primeira vez, as escolas públicas podem candidatar-se ao Prémio Sonae Educação e beneficiar do apoio financeiro e do know-how da Sonae.

As candidaturas estão abertas até ao dia 30 de junho. As entidades podem candidatar-se com um ou mais projetos, mas apenas um poderá ser premiado. No total, o valor do Prémio Sonae Educação será dividido por três ou mais projetos.

O júri da segunda edição do Prémio Sonae Educação é composto por Isabel Alçada, professora e membro do Conselho Consultivo EDULOG, João Gonçalves, diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), Nuno Comando, Head of Incubation, Acceleration & Communications da Casa do Impacto da SCML, Rita Serra, Education Lead da Microsoft Portugal, e João Günther Amaral, administrador executivo da Sonae.

 

 

Algarve tem 346 escolas, 4% do total do país

No último ano letivo, o Algarve contava com 346 estabelecimentos de ensino, dos quais 233 públicos e 113 privados.

Os números do último ano letivo revelam que estes estabelecimentos representavam 4% do total nacional e repartiam-se por 125 jardins de infância, 191 escolas básicas, 17 escolas secundárias, 7 escolas básicas e secundárias e 6 escolas profissionais.

Os dados preliminares da DGEEC do ano letivo de 2022/23 realçam também que a região contava com 8.079 docentes.

 

NoCode Institute e EKUI venceram primeira edição

Na primeira edição, o Prémio Sonae Educação recebeu mais de 400 candidaturas, tendo distinguido os projetos apresentados pelo NoCode Institute e pela EKUI.

O NoCode Institute concorreu com uma plataforma digital que tem a missão de requalificar e relançar carreiras de profissionais em risco pela economia digital. O objetivo deste projeto passa por democratizar as competências de construção de software através da programação visual.

Já a EKUI (acrónimo para Equidade, Knowledge, Universalidade e Inclusão) é um projeto que visa eliminar barreiras na comunicação linguística. O objetivo é permitir que crianças, jovens e adultos, independentemente das respetivas necessidades especiais, possam universalmente compreender-se uns aos outros.

Esta comunicação é concretizada através de uma metodologia de alfabetização e reabilitação inclusiva, que combina quatro formas de comunicação: a gráfica, o braille, a língua gestual e o alfabeto fonético.

A primeira edição teve também como finalistas projetos desenvolvidos por entidades como: a Associação Academia do Johnson Semedo, a Associação de Escolas 20 (Segunda Oportunidade), a Associação Pontinclusiva, a Brother in Arms, o Instituto de Desenvolvimento e Inclusão Social – IDIS, a Maker Toolbox, Lda, a Social Innovation Sportshub Associação e a Universidade Católica Portuguesa, o Centro Regional de Braga e a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais.

Esta iniciativa permitiu que a Sonae conhecesse em profundidade muitas entidades, criando as bases para projetos conjuntos com algumas delas.

 

Prémio Sonae Educação e a ligação a Belmiro de Azevedo

A Educação e a formação foram uma prioridade de Belmiro de Azevedo, um homem que teve sempre os olhos postos no futuro e que promoveu o investimento nas pessoas por considerar que o seu próprio percurso só foi possível devido às oportunidades que os estudos lhe proporcionaram para desenvolver o seu potencial.

Este seu legado materializou-se ao longo dos anos com a criação da Fundação Belmiro de Azevedo, de um grupo de reflexão dedicado à Educação (EDULOG), com o surgimento do Colégio Efanor, de uma política de responsabilidade corporativa da Sonae que tem na Educação um dos seus principais eixos de investimento e atuação, e ainda na coliderança de projetos de reskilling e upskilling a nível europeu (PRO_MOV R4E).

 

 



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