Algarve perde 16 praias «de Ouro», Albufeira é a maior “vítima”

Este artigo foi atualizado a 16 de Maio com informação corrigida pela Quercus

O Algarve perdeu, este ano, 16 praias com «Qualidade de Ouro», sendo Albufeira, com menos 11 praias com essa classificação, o concelho mais penalizado. O galardão é atribuído anualmente pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Mas também há concelhos algarvios a ganhar praias de ouro. São os casos de Portimão (com mais quatro, num total de sete: Alvor Poente, Alvor Nascente, Barranco das Canas, Vau, Carianos, Três Castelos e Rocha), de Olhão (com mais três, num total de cinco: Cavacos, Armona-Mar, Armona-Ria, Fuzeta-Mar e Fuzeta-Rio) e Vila do Bispo (aumentou uma, para 13: Castelejo, Beliche, Tonel, Mareta, Martinhal, Ingrina, Zavial, Boca do Rio, Burgau, Álmadena-Cabanas Velhas, Salema, Cordoama e Furnas).

Albufeira, que em 2023 teve 21 praias com “Qualidade de Ouro”, perde este ano 11: mantêm-se as praias de Manuel Lourenço, Evaristo, Castelo, Coelha, São Rafael, Arrifes, Aveiros, Maria Luísa, Belharucas e Rocha Baixinha. Saem todas as praias da frente urbana de Albufeira, mas não só.

Loulé, que no ano passado tinha 10 praias com qualidade de ouro, segundo os critérios do galardão, este ano não tem nenhuma.

Aljezur mantém o mesmo número do ano passado, oito praias, mais precisamente Vale Figueiras, Amado, Monte Clérigo, Amoreira-Mar, Vale dos Homens, Bordeira, Arrifana e Odeceixe-Mar.

Também Tavira continua com quatro praias com Qualidade de Ouro, como aconteceu em 2023: Barril, Cabanas-MarIlha de Tavira-Mar e Terra Estreita.

Em Vila Real de Santo António também não há variação do número de praias galardoadas, que voltam a ser cinco (Fábrica-Mar, Manta Rota, Lota, Monte Gordo e Santo António).

Faro (Culatra-Mar, Ilha do Farol-Mar, Barreta e Faro-Mar), Lagos (Meia Praia, Porto de Mós e Luz) e ainda Castro Marim (Praia Verde, Cabeço e Alagoa-Altura) também continuam a ostentar o mesmo número de praias douradas do ano passado.

Lagoa, que há um ano viu distinguidas seis zonas balneares, em 2024 só tem cinco com esta bandeira: Vale Centeanes, Caneiros, Cova Redonda, Carvalho e Ferragudo (Praia Grande).

Silves, perde duas praias de ouro. Neste concelho, continuam a ostentar o galardão a Praia Grande Nascente e a Praia Grande Poente.

No total, em todo o litoral de Portugal Continental e Regiões Autónomas, a associação ambientalista Quercus classificou este ano 420 praias com «Qualidade de Ouro», mais 26 do que na época balnear de 2023, com as regiões Tejo/Oeste e Norte a registar a maior subida, com 103 e 81, respetivamente.

A associação ambientalista Quercus indica que, das 356 praias galardoadas este ano, 349 são costeiras (83%), 61 interiores (15%) e 10 de transição (2%).

Em comparação com 2023, segundo os dados da Quercus, registou-se uma diminuição das praias distinguidas nas regiões do Algarve (menos 16 galardões), e «um ligeiro decréscimo na Região Autónoma da Madeira (-1)».

A Região Norte e a Região Autónoma dos Açores apresentam as subidas mais expressivas (com um incremento de 16 e 14 galardões, respetivamente), seguindo-se as Regiões Centro e Tejo-Oeste (com mais 5 galardões cada) e do Alentejo (com mais 3 galardões).

A descida do número de galardões foi, na maior parte dos casos, motivada pelo incumprimento do critério relativo às análises realizadas na época balnear 2023.

“Verificaram-se níveis de poluição algo persistentes, não inteiramente esclarecidos, mas para os quais poderá ter contribuído o impacte da pressão turística em algumas regiões”, salienta a Quercus.

A Quercus salienta que, em algumas situações, “estes episódios de poluição originaram interdições temporárias da prática balnear e tiveram reflexo nos parâmetros de Enterococos intestinais e/ou Escherichia coli, tendo sido ultrapassados os valores máximos considerados na atribuição deste galardão”.

O galardão “Praia com Qualidade de Ouro” distingue todos os anos a qualidade da água balnear das praias de portuguesas, com base na informação pública oficial disponível, tendo exclusivamente em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas, segundo a associação ambientalista.

Para receber a classificação de praia com “Qualidade de Ouro”, a água balnear tem de respeitar vários critérios, como uma qualidade da água “excelente” na classificação anual das cinco épocas balneares anteriores à última e todas as análises realizadas na última época balnear (2023) deverão ter apresentado resultados melhores em vários indicadores bacterianos.

 

Nota: Notícia atualizada a 16 de Maio, no seguimento de uma errata da Quercus, que num primeiro momento divulgou informação incorreta, na qual o Sul Informação se baseou para publicar esta notícia. Após a análise aos novos dados divulgados pela associação ambientalista que atribui as Bandeiras Qualidade de Ouro, em alguns casos muito diferentes dos originalmente avançados, o artigo foi extensamente alterado. Apesar deste ter sido um erro que não nos pode ser imputado, pedimos desculpa aos nossos leitores e aos municípios onde foram veiculados por nós números incorretos.

 

 

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