São Brás de Alportel quer que Aeroporto de Faro se passe a chamar Gago Coutinho

Foi enviada moção ao Governo e ao diretor do Aeroporto de Faro

Foto: Fabiana Saboya

A Câmara de Brás de Alportel veio a público defender a atribuição do nome de Gago Coutinho ao Aeroporto de Faro, na semana em que se celebraram 151 anos do nascimento e 61 anos da morte do aviador que, na companhia de Sacadura Cabral, realizou em 1922 a 1ª viagem aérea sobre o Atlântico Sul.

O almirante Gago Coutinho nasceu a 17 de Fevereiro de 1869 e morreu a 18 de Fevereiro de 1959. Ontem, a autarquia são-brasense assinalou estas datas e recordou esta «personalidade maior da História de Portugal no Mundo, defendendo a atribuição do seu nome ao Aeroporto Internacional de Faro».

«A defesa da atribuição do nome do almirante que deixou uma inegável marca na História da aviação internacional é de há muito uma luta assumida pelo município de São Brás de Alportel, onde recentemente foi instalada uma réplica artística, da autoria de Carlos Correia de Oliveira, do hidroavião “Santa Cruz”, a bordo do qual Gago Coutinho e Sacadura Cabral alcançaram o Brasil em 1922», segundo a Câmara de São Brás de Alportel.

«Após a tomada de posição assumida pela Câmara Municipal, em voto unânime, mais recentemente, a Assembleia Municipal de São Brás de Alportel aprovou também por unanimidade uma moção na defesa da atribuição do nome do Almirante Gago Coutinho ao Aeroporto Internacional de Faro», acrescentou a autarquia.

A Assembleia Municipal são-brasense associou-se não só à Câmara, mas também «à iniciativa da comunidade e à recente manifestação apresentada por um grupo de cidadãos encabeçado pelo ilustre são-brasense Almirante Martins Guerreiro, tendo exortado o Governo para que preste a justa e merecida homenagem ao Almirante Gago Coutinho, o maior vulto da Aviação Portuguesa que honrou Portugal, a Marinha Portuguesa e a Aviação Mundial e atribua o seu nome de patrono ao Aeroporto de Faro, engrandecendo esta infraestrutura que abre as portas do Algarve e de Portugal ao mundo».

A moção foi dirigida ao primeiro-ministro, ao ministro das Infraestruturas e da Habitação e ao diretor do Aeroporto Internacional de Faro, «aguardando-se neste momento devida análise desta proposta».

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