Lagos junta-se à Nazaré na exigência do aumento das quotas na pesca do cerco

Lagos subscreve uma posição tomada pela Câmara da Nazaré, que propõem medidas alternativas às da União Europeia em relação à pesca da sardinha e de outras espécies

A Câmara de Lagos vai subscrever uma moção lançada pelo município da Nazaré na defesa de «um conjunto de propostas e medidas alternativas às preconizadas pela Comissão Europeia» no que diz respeito à sustentabilidade e às quotas da pesca de cerco, na qual se inclui a da sardinha.

«As entidades subscritoras da moção consideram que as quotas de pesca atribuídas e as restrições fixadas pela União Europeia para espécies como a sardinha, carapau e biqueirão, são insuficientes e contraditórias com os dados científicos relativos à biomassa destas espécies presente na nossa costa», enquadra a Câmara de Lagos

As signatárias pretendem, por outro lado, «chamar a atenção para as implicações socioeconómicas decorrentes da intermitência imposta à atividade da pesca de cerco e para o relevo das espécies em causa nos hábitos alimentares dos portugueses».

Entre as propostas da Câmara da Nazaré que Lagos subscreve está a reestruturação e modernização da frota de cerco nacional, o apelo a uma análise alargada dos fatores com influência no stock de sardinha que não se restrinja, exclusivamente, ao esforço de pesca – «que, saliente-se, tem decrescido nos últimos anos» -, e a aposta na investigação científica desenvolvida pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, «em conjunto com canais de transferência de conhecimento que permitam aos pescadores exercerem a sua atividade com um menor grau de imprevisibilidade».

A moção prevê, ainda, «a subscrição da posição das associações ibéricas de pesca da sardinha que pretendem o aumento da quota de captura para esta espécie para 30.000 toneladas em 2020».

A decisão de assinar por baixo esta posição assumida pelo município da Nazaré foi tomada na última Reunião de Câmara de Lagos e decorre de «um contexto de reforço do papel das atividades piscatórias e das suas fileiras como recursos endógenos e identitários do território e da retoma no concelho de investimentos em atividades industriais associadas à transformação de pescado, setor que tem um peso histórico e cultural importante na memória e identidade lacobrigense».

A autarquia irá dar conhecimento desta posição a um conjunto alargado de organismos das instituições europeias, nacionais, municipais e associativas do setor.

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