A «casa» que é a Universidade do Algarve já acolheu os novos alunos

Secretário de Estado considerou que a UAlg é um «dos pilares do Ensino Superior» em Portugal

«Aproveitem todas as oportunidades. Participem ativamente na vida académica, envolvam-se em atividades culturais, assistam a conferências, pratiquem desporto, façam voluntariado, participem no movimento associativo. E nunca, nunca desistam. Nos próximos anos, a Universidade do Algarve (UAlg) será a vossa casa». Foi com estas palavras que Paulo Águas, reitor da academia algarvia, deu, esta segunda-feira, 16 de Setembro, as boas vindas aos novos alunos da UAlg. 

A sessão encheu por completo o Teatro das Figuras, em Faro. Largas centenas de novos estudantes marcaram presença na sessão solene de acolhimento que marcou também o arranque do ano letivo.

Com um discurso descontraído – onde até recordou episódios da vida pessoal enquanto era estudante -, Paulo Águas lembrou como este «é um novo ciclo» na vida dos 1231 novos alunos da UAlg.

«Muitos chegaram a uma nova realidade, alguns de vocês afastando-se pela primeira vez das vossas famílias. Da nossa parte, tudo faremos para que se integrem o mais rapidamente possível. Será, para nós, um privilégio participar no vosso crescimento e contribuir para a vossa formação», considerou.

 

Paulo Águas

 

Mas, o papel da UAlg durante estes anos não se esgotará nos «conhecimentos científicos e técnicos». A missão de qualquer universidade passa ainda por «contribuir para cimentar um conjunto de valores». Quais? «A integridade, a solidariedade, o humanismo, a busca pela excelência, o inconformismo e a amizade», elencou o reitor.

Nos anos de estudo vindouros, todos os alunos vão viver «tempos de constante descoberta, de permanente aprendizagem, de pura irreverência e de profundas amizades de grande intensidade». Para alguns, estes serão mesmo «os melhores anos das vossas vidas», disse.

Só que, da parte da UAlg, também há expetativas face a estes novos alunos. «O que esperamos de vocês? Que ao talento que têm, juntem trabalho, responsabilidade, capacidade de sofrimento, sempre que necessária, e muita determinação», exprimiu.

Este ano, a já tradicional sessão de acolhimento contou com a presença de João Sobrinho Teixeira, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

João Sobrinho Teixeira

 

O membro do Governo começou por referir o «grande gosto», mas também a «obrigação» de participar na cerimónia. Aos colegas mais velhos, deixou o pedido de fazer «um acolhimento generoso e amigo» aos novos alunos da UAlg.

No final, aos jornalistas, explicou melhor a ideia, defendendo que a «ordinarice está ligada à falta de imaginação», numa alusão a alguns abusos nas praxes académicas.

Mas, o secretário de Estado fez questão de aproveitar a oportunidade para se focar no papel da UAlg enquanto instituição. João Sobrinho Teixeira defendeu que a Universidade do Algarve se afirmou, ao longo dos seus 40 anos, «como um dos pilares do Ensino Superior» em Portugal.

«É um bom exemplo das políticas que estão a ser implementadas. A Universidade do Algarve tem contribuído decisivamente para a região e para as áreas económicas do próprio país. Estes novos alunos vêm para uma região que sabe acolher, onde os estudantes não vão sentir que são mais um, mas que fazem parte de uma comunidade, crescendo enquanto pessoas», disse aos jornalistas.

 

Rogério Bacalhau

 

Voltando à sessão de acolhimento, Pedro Ornelas, presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), deixou uma certeza aos novos alunos: «aqui serão recebidos como em mais nenhum lugar no mundo».

«Esta é uma fase crucial das vossas vidas e é daqui que vão levar as melhores recordações. Espero que aproveitem aquilo que de melhor a Universidade do Algarve tem para vos oferecer. Escolheram a melhor região do país para vos enriquecerem como pessoas», considerou.

Para o líder da AAUAlg, é importante que os novos alunos «aprendam a amar a região e a cidade em que se estuda onde é bom viver».

É que, destes anos, os estudantes levarão «boas memórias, bons amigos e boas recordações», na opinião de Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro.

«Para todos os que chegaram agora, devo dizer que vão ser três anos de algumas angústias, muito trabalho, mas que, no final, será compensatório», concluiu o autarca.

 

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

 

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