Alentejano Daniel Mestre vence a terceira etapa da Volta a Portugal

“Algarvio” Vicente De Mateos cortou a meta no 10º lugar

Foto: PODIUM/Paulo Maria

O alentejano Daniel Mestre (W52-FC Porto) ganhou hoje a terceira etapa da 81.ª Volta a Portugal Santander, uma longa viagem de 194,1 quilómetros, entre Santarém e Castelo Branco.

A W52-FC Porto colocou toda a equipa na frente do pelotão nos últimos dois quilómetros, guiando Daniel Mestre ao triunfo, no final de 5h11m37s de prova.

Cément Russo (Team Arkéa-Samsic) foi segundo e August Jensen (Israel Cycling Academy) fechou o pódio de uma jornada que deixou Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) no topo da classificação geral, com vantagem ainda maior sobre os rivais, pois houve “cortes” de tempo, como seria de prever, numa chegada tão complicada e técnica como a de Castelo Branco.

Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano) vou a ser o melhor “algarvio” terminando a tirada no 10º lugar a 2 segundos do vencedor e a 1 do camisola amarela.

A longa distância, o percurso fácil, o calor e a proximidade à etapa da serra da Estrela, faziam antever, segundo a Federação Portuguesa de Ciclismo, «uma jornada em que as equipas com aspirações à camisola amarela aproveitariam para poupar energia. Havia, no entanto, uma dúvida: as formações dos sprinters iriam empenhar-se para proporcionar uma chegada em pelotão ou compacto ou permitiriam que vingasse uma fuga?».

A resposta começou a ser dada logo no início: Jayde Julius (Protouch) e Guillaume Almeida (BAI Sicasal Petro de Luanda) juntaram-se em cabeça de corrida.

A vantagem do duo aproximou-se dos 12 minutos, mas dois corredores eram «mão-de-obra escassa para levar a fuga até à meta. Isso ficou ainda mais claro quando a Caja Rural-Seguros RGA e a Amore & Vita-Prodir pegaram nos destinos do pelotão e reduziram rapidamente a diferença para valores controláveis», conta a FPC.

O sul-africano foi o mais persistente, mas acabou absorvido a sete quilómetros da meta. Além da fuga, também a luta pela camisola da montanha animou a tirada. O basco Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi) teve manteve o estatuto de melhor trepador.

Outro motivo de agitação aconteceu antes da etapa. O colégio de comissários considerou que Joni Brandão (Efapel) beneficiou de apoio irregular por parte do carro de apoio, na etapa de ontem, e aplicou-lhe uma penalização de 10 segundos.

Gustavo César Veloso continua no topo da geral com 3 segundos de vantagem sobre Mikel Aristi (Euskadi Basque Country-Murias) e 8 relativamente a Daniel Mestre (W52-FC Porto), que lhe sucedem na tabela.

A W52-FC Porto é ainda dona da camisola verde, através de Daniel Mestre, e comanda por equipas. Urko Berrade (Euskadi Basque Country-Murias) é o melhor jovem.

A quarta etapa da Volta a Portugal é uma das mais aguardadas da 81.ª edição da corrida. A caravana vai partir da Pampilhosa da Serra às 13h15 e, depois de percorridos 145 quilómetros, os mais fortes do pelotão devem alcançar o alto da Torre, na serra da Estrela, cerca das 17h20.

Após três anos de ausência, o ponto mais alto de Portugal Continental volta a receber um final de etapa. A subida para a meta será feita pela vertente considerada a mais dura. Serão 19,7 quilómetros de escalada, com uma inclinação média de 6,6 por cento, desde a Covilhã. «Vai ser a prova da verdade para se perceber quem são os reais candidatos a vestir de amarelo, daqui a uma semana, no Porto», considera a Federação Portuguesa de Ciclismo.

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