Em Alte, foram os jovens a fazer campanha pela Europa

Na aldeia de Alte, concelho de Loulé, as Eleições Europeias deste domingo são encaradas como cruciais pelos mais jovens

Que a União Europeia é necessária e importante, ali nem é discussão. Todos são europeístas convictos, afirmando-o com orgulho. A Escola Profissional Cândido Guerreiro, em Alte, é “Embaixadora do Parlamento Europeu” e teve uma turma em que os alunos deram a conhecer as mais valias da União Europeia, a sua história e tudo aquilo que «de bom nos trouxe». 

Durante cerca de três meses, o ambiente naquela escola não podia ter sido mais europeísta. No chão, houve bandeiras da União Europeia e nas paredes foram colocadas folhas com os nomes e capitais dos Estados-membros.

Nos vidros, por sua vez, havia exemplos de como a UE contribuiu para o crescimento do Algarve, com obras como a A22, o Estádio Algarve…ou a própria Escola Profissional de Alte. Foi uma maneira de mostrar, com casos concretos, a influência da União Europeia.

18 alunos, do segundo ano do curso de Técnico de Comércio, foram os grandes obreiros de todo este trabalho que termina este domingo, 26 de Maio, com as Eleições Europeias.

De tal maneira que tiveram um espaço dedicado a trabalhar estas questões – a “Sala dos Embaixadores”.

 

 

«Este projeto foi uma mais valia para o nosso conhecimento. Temos aprendido mais sobre a União Europeia, num esforço de equipa», contou Ana Guerreiro, porta-voz do grupo, à reportagem do Sul Informação. 

Para a jovem aluna, as Eleições Europeias deste domingo, 26 de Maio, têm um «papel muito importante». «Temos de ser nós a decidir o que vai ser o nosso futuro!», acrescentou, prontamente.

Por isso, os estudantes desta turma andaram, na escola e junto dos restantes colegas, a «fazer campanha pela Europa».

Todo o projeto, que também teve o apoio do Centro Europe Direct Algarve, foi coordenado pela professora Teresa Cabrita, também ela uma entusiasta da União Europeia.

«O convite para sermos Escola Embaixadora surgiu da parte do Gabinete do Parlamento Europeu e nós lá fomos para mais um projeto. Este tem uma particular relevância, dado o contexto que a União Europeia está a viver. Não se sabe bem o que será no futuro e parece caminhar mais para uma desunião do que união», disse, perante o olhar atento dos alunos, numa aula que o Sul Informação acompanhou.

 

Aula da turma responsável pelo projeto

 

«Eles já nasceram na União Europeia e foi para alertar para as mais valias do projeto europeu que também aderimos a este projeto. Sem a União Europeia não havia uma série de coisas», acrescentou a professora.

O aluno Diogo Martins não podia estar mais de acordo. «Ui! Havia muita coisa que iria acabar, muitos privilégios. O podermos viajar livremente, por exemplo. Não teríamos a tal união que existe, que apoia países quando precisam», disse.

Além da decoração da escola, os alunos também colocaram um painel de informação sobre a União Europeia, na Junta de Freguesia de Alte. O objetivo é informar sobre a importância de ir às urnas.

Numas eleições que costumam ter elevada abstenção, na turma do 2º ano do curso de Técnico do Comércio, todos os que têm idade vão votar. «Somos todos pró-Europa», disseram, sem hesitação.

E a campanha eleitoral? Acompanharam? «Nas redes sociais e televisão», respondeu Alícia Marques. É o espelho do novo paradigma com que os jovens vão acompanhando a política.

Para Alice Cunha, coordenadora nacional do projeto Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, este é um programa que quer, precisamente, apelar aos jovens.

 

 

«Muitas vezes são os grandes esquecidos. Queremos que conheçam melhor a história, as instituições, as políticas comuns. No fundo, que saibam o que é que a União Europeia faz por cada um de nós, no nosso dia a dia, na nossa região», explicou Alice Cunha ao Sul Informação.

A ideia foi, também, estimular a «participação cívica dos jovens, a nível eleitoral», acrescentou.

«É preciso perceber a importância que votar tem para o nosso presente e para o futuro. Esta ser uma escola profissional, que é dirigida para outros públicos, também foi uma mais valia. Uns irão para a vida ativa, outros para a universidade, mas todos serão cidadãos e, quanto mais cedo aprenderem isso, melhor», considerou ainda.

Aníbal Coelho, diretor da Escola Profissional de Alte, não podia estar mais de acordo. «Temos a preocupação de ter um conjunto de atividades para formar cidadãos. Queremos aprofundar as consciências de todos os nossos alunos que são 135 no total», concluiu.

Pela vontade destes alunos, juventude vai ser sempre sinónimo de inquietude.

 

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

 

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