Lagos vai ter a única Escola Ciência Viva do Algarve

Escolas unem-se a centros de investigação científica para melhorar o ensino das ciências

A primeira Escola Ciência Viva do Algarve será aberta em Lagos. Para implementar o projeto, será criada, no espaço exterior do Centro Ciência Viva de Lagos, «uma infraestrutura física especialmente dedicada a esta nova valência – a Casa do Jardim».

Esta nova estrutura conta já com o financiamento do Município de Lagos, que aprovou, em reunião de Câmara, a atribuição de um subsídio no valor de 86 mil euros para esta finalidade.

O Centro Ciência Viva de Lagos (CCVL) foi convidado pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica a implementar a “Escola Ciência Viva”, um projeto educativo que faz parte da oferta do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, desde o ano letivo 2010/2011, e que deu origem a uma rede constituída por um grupo restrito de outros seis centros do país, sendo o de Lagos o único no Algarve.

Centenas de clubes Ciência Viva, agora criados nas escolas portuguesas, em colaboração com o Ministério da Educação, serão uma via rápida de acesso dos alunos à ciência mais atual que se faz hoje em Portugal, em instituições científicas, universidades e empresas de base tecnológica.

Nesta fase inicial, 237 escolas aderiram à rede de Clubes Ciência Viva na Escola, abrangendo metade dos concelhos do país, com 825 professores envolvidos nas equipas de coordenação.

Através da “Escola Ciência Viva” os alunos do 1º ciclo «terão acesso a uma abordagem não formal de temas de Ciência e Tecnologia, onde a experimentação será dominante, garantindo assim a maturidade e o desenvolvimento das STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e de competências básicas para o século XXI», explica a Câmara de Lagos.

Este projeto educativo inovador resulta da tomada de consciência quanto à «necessidade de se promover, tão precocemente quanto possível, a literacia científica e tecnológica, numa vertente eminentemente prática e assente no pensamento e análise críticos da realidade, permitindo complementar a educação formal tradicional mais dedicada à aquisição de conteúdos teóricos».

Como principais objetivos, a Escola Ciência Viva de Lagos propõe-se apoiar os estabelecimentos de educação formal do concelho (escolas básicas do 1.º Ciclo), em particular, e do Barlavento algarvio, em geral, na promoção do ensino experimental das ciências e da cultura científica e tecnológicas, assim como fortalecer as parcerias entre os municípios, agrupamentos de escolas, associações de pais e instituições científicas e de ensino superior.

O projeto está também intimamente ligado à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU e aos seus 17 objetivos, promovendo uma cidadania ativa e responsável, bem como a proteção do meio ambiente através da implementação de práticas sustentáveis.

As atividades serão desenvolvidas complementando a organização curricular e o programa do 3º e 4º anos do Ensino Básico e de acordo com os Agrupamentos Escolares envolvidos e incluirão: atividades de suporte ao Currículo; de exterior (visitas); atividades tecnológicas (robótica, impressão 3D e prototipagem, programação informática circuitos elétricos e eletrónicos, modelação e construção em madeira, entre outros); de sustentabilidade (ex.: horta biológica, compostagem, produção de biogás, entre outros); interações com investigadores e cientistas (conversas com os alunos); e de intercâmbio intergeracional (nomeadamente com os públicos seniores do programa “A Ciência Não Tem Idade”).

 

No âmbito desta rede de Escolas Ciência Viva, estão previstos vários encontros entre escolas e Centros Ciência Viva das suas regiões, o primeiro dos quais em Lisboa, onde estarão cerca de duas centenas de diretores, professores e cientistas.

O ponto de partida foi dado no Pavilhão do Conhecimento, no dia 7 de Dezembro, com as primeiras alianças institucionais entre escolas e organizações de referência do sistema científico e tecnológico nacional. Estiveram presentes o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e o Diretor-Geral de Educação, José Vítor Pedroso.

Promovidos pela Direção Geral de Educação e a Ciência Viva, os Clubes Ciência Viva na Escola são novos espaços de ciência, para promover o acesso de todos os alunos a práticas científicas inovadoras.

As escolas portuguesas estão a criar instalações próprias para o funcionamento destes espaços de ciência, com equipas de coordenação constituídas por professores de diferentes disciplinas. Os Clubes Ciência Viva serão espaços privilegiados de encontro com instituições científicas, empresas e organizações da cultura.

Para a organização das suas atividades e das suas colaborações institucionais, este movimento pela ciência nas escolas portuguesas conta com a experiência da rede de Centros Ciência Viva, ela própria criada também por parcerias entre instituições científicas, universidades e autarquias.

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