Reitor Paulo Águas: «Há 3 ou 4 casos de bolseiros na Universidade do Algarve que não são elegíveis» [com vídeo]

Dos mais de 50 investigadores bolseiros da Universidade do Algarve, há «três ou quatro casos» que não cumprem os critérios […]

Dos mais de 50 investigadores bolseiros da Universidade do Algarve, há «três ou quatro casos» que não cumprem os critérios de elegibilidade a financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), pelo que a instituição não sabe como resolver estas situações. As palavras são do reitor Paulo Águas, na entrevista que deu, há cerca de uma semana, ao programa «Impressões», produzido em conjunto pelo Sul Informação e pela Rádio Universitária do Algarve (RUA FM).

«A tutela tem de dizer onde vamos buscar o dinheiro» para resolver estes casos, adiantou. É que, sublinhou o reitor, «há a lei do emprego científico, mas há também a lei dos compromissos». «Se eu não tenho dinheiro, como é que posso estar a assumir um compromisso?», interrogou.

O responsável pela Universidade do Algarve, que considerou todo este processo como de grande «complexidade», garantiu, na entrevista, que, depois de ter sido já aberto um primeiro concurso para uma parte dos bolseiros considerados elegíveis, um segundo procedimento, para os restantes, será aberto «até 31 de Agosto».

Quem continua descontente com todo este processo são os docentes e investigadores da Universidade do Algarve, que esta segunda-feira, 25 de Junho, às 12h00, se concentram pela quarta vez para exigir o cumprimento da lei do orçamento e do emprego científico.

Os investigadores e docentes continuam a pedir o cumprimento das leis da República e do Regulamento de Avaliação Desempenho da Universidade do Algarve, tema que o reitor também abordou na sua entrevista ao Sul Informação e RUA FM.

Paulo Águas abordou igualmente a questão do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP).

A questão de fundo em relação a todos estes temas, sublinhou o reitor, tem a ver com o financiamento das universidades. No ano passado, recordou, «o Governo comprometeu-se a garantir níveis de financiamento para as universidades portuguesas», mas com o anúncio de que, se houvesse um «aumento de custos» que não resultasse de decisões dos reitores, «teria de haver alguma compensação». E vieram a acontecer, de facto, «alterações legislativas que significaram um aumento de gastos» por parte das universidade e politécnicos. Isso «obrigou a tutela a reforçar os orçamentos» das instituições.

Mas o processo, salientou Paulo Águas, «não correu muito bem»: «o dinheiro não veio todo, não veio todo para todos, não veio todo ao mesmo tempo».

Em relação ao emprego científico e aos custos acrescidos com a integração desses investigadores bolseiros, «os sinais que temos é que os reforços não vão cobrir os acréscimos de despesa e isso vai provocar problemas graves de tesouraria» à UAlg.

Nas valorizações remuneratórias para os decentes, «nós temos uma estimativa [de custos] e aquilo que dizem que nos vão transferir é cerca de 60% dessa estimativa. E os outros 40%?», interroga o reitor Paulo Águas.

Veja aqui, na íntegra, as declarações do reitor Paulo Águas sobre as questões financeiras da UAlg:

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