Idosos do Alentejo e do Algarve são os que têm mais medo de ser assaltados e agredidos

O receio de ser assaltado ou agredido é mais acentuado nas pessoas com 65 ou mais anos e nas regiões […]

O receio de ser assaltado ou agredido é mais acentuado nas pessoas com 65 ou mais anos e nas regiões do Alentejo e Algarve, revela um inquérito sobre “Criminalidade e Insegurança” da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

No entanto, a nível nacional, os portugueses sentem-se mais seguros do que há cinco anos, uma situação para a qual terá contribuído o clima de “mais otimismo” que hoje se vive em Portugal, acrescentam os dados da APAV.

O inquérito sobre “Criminalidade e Insegurança” foi desenvolvido no âmbito da parceria mecenática entre a APAV e a Intercampus, resultando da aplicação de um questionário junto da população portuguesa, com 15 e mais anos de idade.

Em 2012, tinha sido realizado um questionário sobre o mesmo tema, pelo que agora se apresenta uma comparação aos resultados então obtidos. “ste inquérito contempla os seguintes temas: sentimento de segurança face à zona residencial; sentimento de segurança em termos pessoais; sentimento de segurança face aos bens pessoais; experiência pessoal nos últimos 12 meses.

Os dados hoje divulgados, que resultam de 600 entrevistas feitas entre 24 de outubro e 11 de novembro a pessoas com 15 ou mais anos, residentes em Portugal continental, indicam “uma tendência para a expressão de um menor sentimento de insegurança por parte da amostra, quando comparados com os resultados obtidos em 2012”.

O inquérito revela que apenas 10% dos inquiridos considera a zona onde reside como perigosa ou insegura, contra 19% em 2012. Destes, 55% dizem que essa perceção de insegurança é maior durante a noite.

O “Barómetro APAV Intercampus 2017” destaca ainda o facto de mais de 75% da amostra não recear ser assaltada ou agredida (58% em 2012). Esse número é mais acentuado no Algarve e Alentejo, sobretudo entre as pessoas mais idosas.

Para os 22% que dizem ter este receio, esse medo “é maior” em outras zonas que não a da sua residência ou do trabalho e “durante a noite”.

Os dados mostram também que baixou de 52% para 34% o número de inquiridos que temem que a sua casa seja assaltada. Dez por cento receiam ser alvo de insultos, ameaças ou agressões no interior da sua casa.

Entre os inquiridos com carro, 44% dizem temer que este possa ser alvo de furto ou dano (64% em 2012).

O estudo observa também uma descida no número de inquiridos que dizem terem sido vítimas de assalto, agressão ou outro crime nos últimos 12 meses (3% em 2017 contra 5% em 2012).

Esta percentagem sobe para 18% quando se questiona se conhece alguém vítima de assalto, agressão ou outro crime nos últimos 12 meses.

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