Manuel da Luz constitui advogado para apresentar queixa ao Ministério Público por causa dos boatos

Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão, anuncia esta sexta-feira em «Carta Aberta» dirigida aos munícipes, que instruiu «advogado […]

Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão, anuncia esta sexta-feira em «Carta Aberta» dirigida aos munícipes, que instruiu «advogado para apresentação de queixa junto Ministério Público relativamente» aos boatos que sobre si têm corrido na cidade, nos últimos dias.

Na carta a que o Sul Informação teve acesso, Manuel da Luz salienta que a missiva se destina a «dar conhecimento de que, nos últimos dias, tenho sido abordado por vários munícipes desta cidade que me relatam, mostrando-se fortemente incomodados, que “correm boatos” de que o Presidente estaria em regime de “pulseira eletrónica”, retido em casa, porque teria sido “apanhado no aeroporto em fuga com uma mala cheia de dinheiro”».

Ora, salienta o autarca, trata-se de facto de «boatos que facilmente se reproduziram irresponsavelmente».

Manuel da Luz esclarece ainda que, «se existem pessoas que não gostam do Presidente da Câmara, por razões políticas, isso não me incomoda absolutamente nada. É problema deles».

No entanto, frisa, «o ataque ao meu bom nome, afetando naturalmente a minha família, designadamente minha mulher e meus filhos, é absolutamente inqualificável e tenho todo o direito a agir em minha defesa».

«Nasci e fui criado em Alvor. Sou filho desta terra. Meu pai era pescador e minha mãe doméstica, toda a gente me conhece desde pequeno. Durante mais de 20 anos dediquei-me profissionalmente à educação de gerações de alunos do ensino secundário em Portimão e fui Diretor de uma escola secundária da cidade durante cerca de 10 anos. Nunca alunos e encarregados de educação disseram o que quer que seja da minha competência ou honestidade pessoal», acrescenta o presidente da Câmara de Portimão na sua carta aberta.

«Sou autarca desde Janeiro de 1994 e a minha atividade pública tem sido transparente e escrutinada por toda a gente, incluindo todos os órgãos fiscalizadores da República», sublinha também, frisando que não é «arguido em qualquer tipo de processos judiciais».

Por isso, termina Manuel da Luz, «não vão conseguir abater-me moral ou politicamente através destas manobras miseráveis».

«Mas quero que se venha a saber publicamente quem são os responsáveis por esta tentativa de assassinato moral e político», conclui. Daí a apresentação da queixa ao Ministério Público.

Ao que o Sul Informação apurou, há dois suspeitos da autoria do boato e de o espalharem, um deles nas redes sociais.

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