O Ministério da Economia e do Emprego mandou hoje abrir dois inquéritos ao incidente da madrugada de 24 de outubro no Aeroporto de Faro, que provocou graves prejuízos, cinco feridos e o fecho de parte da estrutura da aerogare algarvia.
Um dos inquéritos tem a ver com a forma como os passageiros foram tratados e acompanhados no aeroporto algarvio e será conduzido pelo Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC).
O segundo inquérito será da responsabilidade do Laboratório Nacional de Energia Civil e terá como objetivo analisar de forma detalhada a estrutura que ruiu na sequência do temporal que afetou a zona de Faro na madrugada de segunda-feira.
O presidente da Câmara de Albufeira já dirigiu fortes críticas quer à forma como os passageiros foram tratados no Aeroporto de Faro, quer ainda à escolha de Sevilha para desviar os voos que não puderam aterrar na infraestutura algarvia, quando em Beja existe «um aeroporto com todas as condições e bem mais perto».
Desidério Silva classificou mesmo esta situação como «antipatriótica».
O autarca de Albufeira disse ainda que «numa situação de emergência como esta, deveria ter havido um esforço de quem tutela os aeroportos de desviar voos para Beja, que é um aeroporto com bons acessos e muito perto do Algarve».