Primeiro-ministro pede colaboração, entreajuda e coordenação no combate a incêndios

Foram entregues novos carros de combates às corporações de Alcoutim e Loulé, no Algarve, e de Almodôvar e Vila Nova de Milfontes, no Baixo Alentejo

Foto: José Goulão | LUSA

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou ontem, sexta-feira aos agentes envolvidos no combate aos incêndios que desenvolvam espírito de colaboração, entreajuda e coordenação na luta contra os fogos.

Dirigindo-se aos bombeiros, corpos dirigentes, autoridades de segurança, Forças Armadas e presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), presentes em Pombal para a cerimónia de entrega de novos veículos de combate a incêndios, Luís Montenegro deixou um “apelo muito, muito firme de desenvolvimento do espírito de colaboração, entreajuda e de coordenação”.

Ao todo, a ANEPC entregou 15 veículos de combate a incêndios florestais a outras tantas corporações de bombeiros voluntários, nomeadamente as de Alcoutim e Loulé, no Algarve, as de Almodôvar e de Vila Nova de Milfontes, no Baixo Alentejo, e as de Abrantes, Cercal do Tejo, Grândola, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Mora, Pombal, Sabugal, Santiago do Cacém, Sines e Torrão.

Na cerimónia, Luís Montenegro defendeu que os responsáveis e agentes envolvidos no dispositivo de combate aos fogos devem estar “todos preocupados não com a nossa própria visão e a nossa própria específica área de ação”, mas “com aquilo que é um objetivo que está acima de qualquer um de nós e de qualquer uma das instituições que qualquer um de nós representa”, apontou.

Comparando as instituições e os meios envolvidos na luta contra os incêndios com o quadro político, Montenegro pediu a aplicação da filosofia que diz defender para o executivo que lidera: “O Governo também não resolve tudo e também não é o exclusivo da determinação das políticas públicas e das respetivas orientações”.

A poucos dias do início do verão e do período de maior perigosidade de fogos, o primeiro-ministro frisou a necessidade de Portugal estar unido.

“Nós precisamos de estar coordenados e coordenar as instituições e as populações de Portugal connosco; nós precisamos de estar à altura daquilo que é seguramente a ação mais nobre que todos podemos alcançar: o bem comum”, de modo a “diminuir o risco daqueles que poderão passar por episódios de emergência, diminuir o impacto que esses episódios podem trazer” e “reforçar o sentimento de segurança de cada um de nós”, disse.

Num repto aos presentes na cerimónia, Luís Montenegro lembrou que a sua própria ação “é uma componente importante da vida de cada português”.

“Aqueles que são atingidos por ocorrências graves estão à espera de nós, mas há muitos – diria todos – que, não estando nessa circunstância, a cada dia têm o receio de poderem vir a estar. E querem estar tranquilos, sabendo que nós podemos estar lá no momento em que é necessário”, concluiu.

Quanto às viaturas distribuídas, dez são veículos florestais de combate a incêndios (VFCI) e cinco veículos tanque táticos florestais (VTTF), adquiridos ao abrigo do programa “Mais floresta – Reforma do Sistema de Prevenção e Combate de Incêndios”, do Plano de Recuperação e Resiliência (com financiamento europeu).

Também foram atribuídos cinco veículos de comando à estrutura operacional da ANEPC, neste que é o segundo lote de veículos entregue aos bombeiros de um total de 81 adquiridos no âmbito do PRR.

Segundo a ANEPC anunciou em Pombal, trata-se da “maior distribuição de veículos de combate a incêndios de sempre”.

De acordo com o presidente da autoridade, Duarte Costa, “desde 2012 que o Estado não atribuía um conjunto de viaturas aos corpos de bombeiros e desde 2007 que não distribuía viaturas operacionais à ANEPC”.

 



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