Igreja das Ondas e Compromisso Marítimo já são do Município e de todos os tavirenses

Assinatura do auto de cessão dos edifícios teve lugar esta quarta-feira, 12 de Junho

Foto: Beatriz Bento | Sul Informação

«Devolver aos tavirenses um espaço que acaba por ser deles» foi um dos grandes objetivos da Câmara de Tavira, quando se mostrou interessada em ficar com a Igreja de São Pedro Gonçalves Telmo, mais conhecida por Igreja de Nossa Senhora das Ondas, e com o edifício do Compromisso Marítimo, onde atualmente funciona a Junta de Freguesia. 

«O Orçamento de Estado previa essa passagem deste património das Casas do Compromisso e das Casas de Povo para as autarquias. O Município, face ao investimento que já tinha realizado nos dois espaços, manifestou a vontade de ficar com a propriedade e hoje o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social formaliza este auto de transferência para a autarquia, mas sobretudo para a nossa comunidade», disse Ana Paula Martins, presidente de Tavira, ao Sul Informação. 

A assinatura do auto de cessão das propriedades teve lugar esta quarta-feira, 12 de Junho, na presença do secretário de Estado da Segurança Social.

Nas palavras de Ana Paula Martins, este «é um dia muito feliz para Tavira, de um processo que já começou há muitos anos e que só hoje viu a sua concretização».

«Através do outro protocolo, nós já tínhamos reabilitado este património e ele já estava aqui para uso de todos, mas é sempre importante formalizarmos a posse porque, se calhar, a população não sentia isso», continua a autarca.

 

Foto: Beatriz Bento | Sul Informação

 

Ao Sul Informação, a edil recorda que tanto a Igreja de São Pedro Gonçalves Telmo, como o Edifício do Compromisso Marítimo,foram «sofrendo a degradação normal do tempo» e foi em 2008 ou 2009, durante o mandato de Macário Correia, que se assinou um protocolo para os reabilitar.

«Não fazia sentido, depois de todo o investimento que a Câmara fez, para cima de um milhão de euros, entregarmos os espaços à Segurança Social. Então, desde aí temos vindo a manifestar a vontade de que eles regressem ao Município e regressem às pessoas, com uma função, obviamente, pública».

Questionada sobre se agora, com esta formalização, a autarquia tem mais iniciativas previstas para a Igreja, Ana Paula Martins diz que é uma possibilidade «intensificar», mas o objetivo é continuar com o trabalho já feito.

«Aqui já fazemos algumas iniciativas, normalmente na altura das efemérides, mas também aproveitamos para fazer alguns espetáculos, nomeadamente o “Fado com História”. Mas acho que o mais importante de tudo é o Município manter o espaço aberto para visitas, como mantém todas as igrejas que são da sua propriedade», reforça a autarca.

Ana Paula Martins recorda que, quando chegou à Câmara de Tavira, «a cidade das igrejas tinha as igrejas todas fechadas», algo que agora não acontece.

 

Fotos: Beatriz Bento | Sul Informação

 

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