Companhia Momento apresenta peça «Eu sou Lorca» em Lagoa

«Eu sou Lorca» parte do texto “Assim que Passarem Cinco Anos”, do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca

A nova criação da jovem companhia Momento – Artistas Independentes regressa ao Algarve, no dia 22 de junho, às 21h00, desta feita no Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, depois de uma primeira apresentação em Lagos.

«Eu sou Lorca» parte do texto “Assim que Passarem Cinco Anos”, do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca, para pensar sobre o que é ser artista durante um regime ditatorial e sobre a liberdade nas artes contemporâneas.

Apesar de não existir um registo oficial sobre a morte de Federico García Lorca, a versão que parece reunir consenso é a de que este terá sido fuzilado de costas (simbolizando macabramente a sua homossexualidade), nos primeiros anos da ditadura franquista.

Revolucionário e defensor dos direitos de minorias étnicas, como os Ciganos, sobre quem escreveu, Lorca permanece até aos dias de hoje, um “símbolo máximo do horror e da repressão fascista” (Valdemar Cruz, Expresso).

Federico García Lorca morreu sem deixar descendência e, em «Eu sou Lorca», a Momento – Artistas Independentes «romantiza o momento final em que o jovem poeta se encontra num limbo espelhado, visualizando inúmeras portas – como se cada uma fosse por si só um “e se…” capaz de nos atormentar».

«Assombrado pela sua própria disputa individual – abraçar a sua homossexualidade ou casar com uma mulher que lhe possa dar, de uma forma “tradicional”, o filho que tanto ambiciona – este jovem confronta diferentes realidades alternativas, caminhos encharcados e delicadas decisões que estão para lá do Tempo, do Espaço e até do Sonho, como se lhe fossem dadas uma segunda ou terceira oportunidades de voltar atrás e tomar outras decisões. Mas será ele resistente o suficiente para lutar contra os seus demónios, e até contra si mesmo, alterando o seu destino para sempre?»

Com este projeto, a companhia Momento – Artistas Independentes quer trabalhar temas como “a liberdade individual”, “a homossexualidade em tempos de ditadura” e “a criação artística em tempos de liberdade”, no ano em que se assinala o 50.º aniversário do 25 de Abril de 1974, em Portugal.

 



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