Centros de reabilitação de animais marinhos do Zoomarine e de Ílhavo acolheram 41 tartarugas desde 2020

Hoje celebra-se o Dia Mundial das Tartarugas Marinhas

Foto: Cátia Rodrigues | Sul Informação

O Zoomarine e o outro centro de reabilitação para animais marinhos licenciado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) em Portugal Continental, situado em Ílhavo, Aveiro, receberam um total de 41 tartarugas marinhas desde 2020, anunciou o ICNF hoje, 16 de Junho, em que se assinala do Dia Mundial das Tartarugas Marinhas.

«Segundo dados do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM ECOMARE), em Ílhavo, e do Porto d’Abrigo do Zoomarine, em Albufeira, desde 2020 deram entrada nestes centros tartarugas marinhas das espécies Caretta caretta, Lepidochelys kempii, Lepidochelys olivácea e Chelonia mydas, tendo sido devolvidas à natureza um total 18 exemplares destes animais marinhos», revelou o instituto.

No que toca ao Zoomarine, a última devolução teve lugar há menos de um mês e permitiu às tartarugas “Ukiyo” e “Vanora” regressar ao seu habitat natural, como o Sul Informação testemunhou e deu conta.

Atualmente, encontram-se em reabilitação dez tartarugas, cinco em cada centro, tendo em vista a sua eventual devolução à natureza.

O Dia Mundial das Tartarugas Marinhas celebra-se desde o ano 2000 a 16 de Junho, «data do aniversário de Archie Carr, fundador da Sea Turtle Conservancy e “pai” da biologia das tartarugas marinhas, cuja investigação e sensibilização chamaram a atenção para as ameaças que afetam as tartarugas marinhas e ajudaram a criar a comunidade que continua a lutar por uma vida e um futuro melhores para as tartarugas marinhas em todo o mundo», segundo o ICNF.

«As tartarugas marinhas evoluíram a partir de tartarugas terrestres há mais de 100 milhões de anos, mantendo a respiração de ar e a necessidade de incubação dos ovos em ninhos escavados na areia das praias. Em comparação com as tartarugas terrestres, as marinhas são mais ágeis e rápidas dentro de água».

Todas as tartarugas marinhas estão protegidas através de legislação nacional e internacional, nomeadamente a legislação nacional referente às convenções internacionais e diretivas comunitárias: Convenção CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Selvagens da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção, ou Convenção de Washington), Convenção de Bona (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migradoras Pertencentes à Fauna Selvagem), Convenção de Berna (Convenção Relativa à Proteção da Vida Selvagem e do Ambiente Natural na Europa) e Diretiva Habitats (relativa à conservação dos habitats naturais e da flora e fauna selvagens.

 

 

 



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