Canoísta olímpico de clube algarvio sagra-se campeão da Europa na classe adaptada VL2 200m

Mais uma medalha de ouro para os Castores do Arade

Norberto Mourão, paracanoísta do Kayak Clube Castores do Arade, de Lagoa, sagrou-se este domingo campeão europeu, na classe adaptada VL2 200m, no Campeonato da Europa de Velocidade disputado em Szeged, na Hungria.

Na pista seis, o atleta luso terminou o seu desempenho em 55,455 segundos, batendo o ucraniano Andrii Kryvchun, segundo classificado, por 0,150 segundos e o húngaro Robert Suba, terceiro, por 0,316.

Norberto Mourão conseguiu, assim, recuperar o seu título conquistado em 2021, depois de perder nos dois últimos anos para o atleta húngaro Robert Suba.

Bronze nos Jogos Paralímpicos Tóquio2020, Norberto Mourão tinha sido campeão da Europa também em 2021, e bronze em 2019 e 2022.

Segundo nota dos Castores do Arade, «Norberto Mourão treina regularmente no Rio Arade com os Jogos Paralímpicos como objetivo principal, com o foco de voltar a repetir o pódio de Tóquio».

 

 

Este foi o segundo título europeu conquistado na Hungria pelos canoístas do clube de Lagoa, depois de, na sexta-feira, Iago Bebiano e Kevin Santos terem vencido a final do K2 200m.

Nuno Silva, responsável pelo Kayak Clube Castores do Arade, salienta que «Kevin Santos e o Iago Bebiano já estão a preparar uma nova tripulação para os próximos Jogos Olímpicos, Los Angeles 2028, o K4 500m».

Neste Europeu, a dupla que fez a sua primeira prova em K4 500m, «com o Iago na liderança da equipa, obteve o 10º lugar com o tempo de 1.21.882».

«O talento está lá e estão a um segundo de lutar pelas medalhas. Nos próximos anos, esperamos ter grandes alegrias com esta equipa que ainda tem muitos treinos para ganhar conjunto», acrescenta Nuno Silva.

«O município de Lagoa tem apoiado, incondicionalmente, o projeto dos Castores do Arade, são muitos os atletas que treinam diariamente, os grandes resultados são a ponta de um grande icebergue, muitas horas de treino, muitos atletas partilharam os treinos e sonhos, mas, a maioria não consegue chegar à seleção nacional e muito poucos chegam às medalhas. No entanto, todos ajudaram e contribuíram para estas conquistas», conclui o responsável pelo clube algarvio.

 

 

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