Dino D’Santiago e Liliana Valpaços criam um «Mundu Nôbu» para desafiar estereótipos multiculturais

Mundu Nôbu pretende reconhecer e valorizar os cidadãos de comunidades menos representadas, abrindo espaço para se tornarem vozes mais ativas na sociedade

Dino D’Santiago e Liliana Valpaços uniram-se para criar a Mundu Nôbu, uma organização sem fins lucrativos que pretende contribuir para uma maior representatividade das comunidades vulneráveis nos diferentes setores da sociedade.

«Sendo Portugal um país de uma enorme multiculturalidade, aberto à imigração e de relações muito próximas com os países africanos de expressão portuguesa, a Mundu Nôbu surge como uma estrutura de identificação e promoção do potencial cultural, académico, científico e empresarial, com vista a uma maior integração e visibilidade», salientam os organizadores.

Com o propósito de mudar mentalidades através do apoio a jovens inseridos em situações desfavoráveis, a Mundu Nôbu arranca a sua atividade em setembro deste ano, com o programa de intervenção comunitária “O Teu lugar no Mundo”.

“O Teu lugar no Mundo”, principal projeto da Mundu Nôbu, tem como objetivo ajudar os jovens em contexto vulnerável e de grupos sociais menos representados, a criarem o seu projeto de vida e a serem eles mesmos agentes da mudança social.

Este programa de longa duração pretende envolver 160 jovens, dotando-os de pensamento crítico e de consciência individual e social, com vista a uma maior autoeficácia e capacidade de tomar decisões em benefício próprio e da sociedade.

Baseado na metodologia da Brotherhood Sister Sol, uma organização sem fins lucrativos sedeada no Harlem, Nova Iorque, que tem vindo a ser reconhecida pelos resultados gerados pela sua atuação junto de jovens, “O Teu lugar no Mundo” terá reuniões e atividades semanais, com grupos de jovens acompanhados por mentores, onde serão abordados diversos temas curriculares.

Numa primeira fase, o projeto arranca na cidade de Lisboa, contando desde logo com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Gebalis, mas também da Lisboa Cultura, Fundação Calouste Gulbenkian, Emerald Group, BPI Fundação “la Caixa”, Banco de Portugal, PwC, Randstad, pbbr advogados, IKEA, Microsoft, Worten e EURO M’. A avaliação de impacto será feita em articulação com o ISPA.

 

 
 



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