Quem chega do estrangeiro deve ficar de quarentena, mas não há «polícia à porta»

«Cumprir a quarentena está na consciência de cada um»

As pessoas que chegam do estrangeiro, portugueses ou de outras nacionalidades, seja pelo aeroporto, seja pela fronteira da Ponte do Guadiana, ou até pelas A2 e estradas que ligam o Algarve ao resto do país, são aconselhadas «a ficar de quarentena durante 14 dias», mas «não temos um polícia à porta de cada casa», disse Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

Falando numa conferência de imprensa para apresentar o centro de testes à Covid-19, instalado junto ao Estádio Algarve, Paulo Morgado acrescentou que «cumprir a quarentena está na consciência de cada um».

Para já, acrescentou, a medida ontem implementada pela Delegada Regional de Saúde, a exemplo do que já se estava a fazer nos Açores e na Madeira e, desde há dois dias, no Norte do país, não tem carácter obrigatório, mesmo com o estado de emergência decretado.

No entanto, esclareceu o presidente da ARS, «estamos a trabalhar junto das companhias aéreas para que, antes de aterrarem em Faro, as pessoas recebam a informação» de que têm de permanecer em isolamento durante 14 dias.

Paulo Morgado admitiu que «a maior parte dos nosso casos são ou de estrangeiros ou de portugueses que vieram do estrangeiro», mas as cadeias de transmissão têm sido, até ao momento, contidas na região algarvia.

De qualquer modo, neste momento, de avião, estão a chegar cada vez menos pessoas ao Algarve. Os voos chegam, na sua maioria, quase vazios, e em geral só são mantidos pelas companhias aéreas para não perderem os slots no aeroporto.

 

 

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