PSD quer «medidas imediatas para prevenir e isolar» doentes com Covid-19 no Algarve

Rui Cristina exige medidas ao Governo

Rui Cristina, deputado do PSD à Assembleia da República eleito pelo Algarve, defendeu que o Algarve «necessita de medidas imediatas para prevenir e isolar» doentes infetados novo coronavírus (Covid-19).

Segundo o Parlamentar algarvio, no fim-de-semana, «estavam internados no Serviço de Observação das Urgências do Hospital de Faro cerca de 50 doentes, numa sala confinada e sem ventilação, cuja lotação não deveria ultrapassar as 20 camas».

Isto depois de Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, ter afirmado ao Sul Informação que o Hospital de Faro estava preparado para ser de referência na validação do novo coronavírus. Na segunda-feira, também a secretária de Estado da Saúde, a algarvia Jamila Madeira, veio dizer que o Algarve está preparado para enfrentar um surto de Covid-19.

Rui Cristina afirmou, mesmo, que «obteve junto dos responsáveis do serviço a confirmação das deficientes condições de trabalho dos profissionais e do risco para estes e para os utentes».

«É intolerável não existirem medidas imediatas e de acordo com a situação, porque um hospital que já está no grau vermelho da contingência hospitalar, não está certamente capaz de uma resposta adequada», acredita.

«Não é com inverdades por parte do Governo quanto às condições existentes nas unidades de públicas de saúde do Algarve que se vai prevenir, confirmar e isolar casos de doentes infetados com o novo coronavírus», acrescentou.

O deputado do PSD também quer garantias de que o «Laboratório Regional de Saúde já tem kits em número suficiente para proceder às análises e contra análises dos infetados pelo coronavírus».

Também aqui estão em causa declarações prestadas ao Sul Informação por Paulo Morgado, que admitiu que o Algarve, mas também «quase todos os países», está a enfrentar um problema, que é a espera por mais kits de diagnóstico, devido a dificuldades da indústria farmacêutica, porque «neste momento há uma grande procura no mercado e não é muito fácil que eles nos forneçam uma grande quantidade».

Rui Cristina questiona ainda «como vai ser cumprida a recomendação de isolamento de doentes, quando apenas existem quatro quartos a isso destinados, sendo que um deles está na pediatria e dois deles já estão ocupados por casos de pneumonia».

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