Covid-19: Loulé cria linha de apoio psicossocial, centros de acolhimento e compra material de proteção

Câmara vai investir 450 mil euros em material de proteção para os que se dedicam a ajudar os outros nesta altura de crise

Uma nova linha telefónica de apoio à população, a criação de centros de acolhimento e a compra de 450 mil euros em material de proteção são as mais recentes medidas da Câmara de Loulé para fazer face à epidemia de Covid-19.

Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, reuniu-se este sábado com os responsáveis das nove freguesias do concelho no Auditório do Convento Espírito Santo para fazer um levantamento da situação social no quadro do combate ao surto de Covid-19 e aprovar novas medidas.

O encontro foi seguido por videoconferência pelo grupo de trabalho criado pela autarquia para implementar e gerir o Plano de Contingência relativo ao novo coronavírus.

Uma das ações decididas foi o lançamento da Linha Loulé Solidário, que estará operacional já a partir da próxima semana, com funcionamento diário, entre as 09h00 e as 20h00.

Esta linha «foi criada para garantir o apoio psicossocial a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social ou noutras situações de dificuldades pontuais, num esforço para minimizar o impacto negativo do atual problema de saúde pública, na vida quotidiana da população», segundo o edil louletano.

No mesmo encontro o presidente da Câmara de Loulé anunciou a abertura «de dois centros temporários de acolhimento social, que já estão neste momento a ser preparados pelas equipas da proteção civil municipal. Estes espaços estarão equipados com camas, zonas de balneários e alimentação e destinam-se a acolher, sobretudo, pessoas sem-abrigo ou grupos grandes que sejam postos sob quarentena», revelou a Câmara de Loulé.

«A falta de material de proteção individual dos profissionais, técnicos e voluntários que, no dia-a-dia, se dedicam a realizar serviços essenciais à população também foi trazida para a mesa do debate, tendo a autarquia realizado, na mesma tarde, uma larga encomenda de máscaras, luvas, óculos e fatos de proteção, no valor de 450 mil euros. A encomenda visa fazer face a todas as necessidades futuras», acrescentou a autarquia.

A questão do isolamento de idosos e de pessoas mais vulneráveis foi outra questão que foi «amplamente debatida» na reunião, «tendo-se, na generalidade, identificado a falta de meios humanos para conseguir chegar a todos os casos identificados. A equipa de ação social da autarquia já está a reunir grupos de voluntários e funcionários da Câmara para fazer face a este problema».

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