Covid-19: Câmaras do Algarve dispostas a ajudar a criar rede auxiliar à saúde

Câmaras do Algarve dispostas a fazer o que for preciso para ajudar as autoridades de saúde

As Câmaras Municipais do Algarve vão disponibilizar-se para «aquilo que for necessário, caso se venha a necessitar de uma rede auxiliar à saúde», numa reunião que irão manter amanhã com os responsáveis pela Administração Regional de Saúde e pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve.

Ao Sul Informação, António Miguel Pina, presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, revelou que os 16 presidentes de Câmara se vão reunir este sábado com quem está na linha da frente de combate à pandemia do novo coronavírus «para perceber quais são os planos de contingência na área da saúde».

De caminho, os municípios vão colocar-se ao serviço da luta contra a Covid-19. «Estamos dispostos a ajudar. Digam-nos o que precisam!», afirmou António Pina.

O presidente da AMAL garantiu que os autarcas «estão unidos, vigilantes e disponíveis para ajudar. Vamos avaliar as medidas semanalmente e tomar as decisões necessárias, quer no que toca à prevenção, quer no que poderá querer dizer respeito ao cuidado».

Na quarta-feira, os presidentes de Câmara já se tinham reunido com os comandantes regionais de proteção civil. Ontem, quinta-feira, houve uma reunião extraordinária da AMAL, onde ficou decidido que se iriam encerrar os serviços não essenciais em todos os municípios, bem como reduzir ao máximo o atendimento presencial, entre outras medidas.

Revelando que os autarcas algarvios sentem que «o foco passa, realmente, pelo isolamento social», para conter a propagação do vírus, António Pina disse que as Câmaras decidiram «encerrar os serviços que não são essenciais e que se estivessem abertos promoviam a concentração de pessoas. Estamos a falar por exemplo das piscinas, da biblioteca, do auditório… enfim, equipamentos culturais e desportivos».

 

 

Para além disso, «os serviços de atendimento presencial que não são considerados essenciais foram encerrados, mantendo-se em funcionamento por via telefónica ou email». No que toca a serviços essencias, foi decretada a redução ao considerado estritamente necessário.

«Em Olhão, por exemplo, o Balcão Único vai reduzir para 50%. Consideramos que este é o serviço de entrada da documentação e que a Câmara não pode fechar a 100%. Se tínhamos cinco postos, ficamos com dois. E depois favorecemos o contacto telefónico e por email», enquadrou o também presidente da Câmara olhanense.

Os restantes trabalhadores deste serviço serão afetos «ao atendimento desmaterializado. Já outros serviços, como a educação, o urbanismo ou a ação social, o atendimento passará a ser feito apenas por telefone ou por email».

Numa nota de imprensa, a AMAL  revelou que da reunião de ontem saíram várias decisões, desde logo «encerrar e/ou reduzir o atendimento técnico e atendimento presencial ao público nos serviços municipais apelando à comunidade para que não se dirija a estes serviços, a não ser que seja estritamente indispensável, sendo que serão criadas formas alternativas desmaterializadas para o efeito (criação de endereços de email / números de telefone  e, quando possível, vídeochamadas)».

Além desta medida e do encerramentos dos equipamentos culturais e desportivos, as Câmaras do Algarve decidiram, ainda, suspender «atividades culturais, desportivas e outras», bem como «o funcionamento de feiras e mercados não alimentares».

«Em cada um dos concelhos, existirão medidas complementares adequadas a cada uma das realidades municipais», acrescentou a AMAL. Estas medidas «terão efeitos imediatos, em todos os municípios».

«Estas são medidas de exceção, sendo que a AMAL está, prioritariamente, preocupada com a população do Algarve, reforçando a necessidade para que a mesma siga as recomendações emanadas pela Direção Geral de Saúde, apelando igualmente ao bom senso e que a comunidade algarvia mantenha a serenidade no que diz respeito a este assunto», concluiu a Comunidade Intermunicipal do Algarve.

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