Colegas de trabalhador agrícola de Faro com Covid-19 estão em quarentena

Foram colocadas em quarentena pelo menos 74 pessoas

Sete dezenas de trabalhadores agrícolas de nacionalidade nepalesa, que trabalhavam com o homem que foi ontem confirmado como o primeiro infetado com Covid-19 em Faro, foram colocados em quarentena no pavilhão da EB 2,3 de Santo António, na capital algarvia.

Depois de confirmada a infeção pelo novo coronavírus de um homem que trabalhava no setor agrícola na zona rural do interior do concelho de Faro, avançada em primeira mão pelo Sul Informação, a proteção civil local, a pedido das autoridades de saúde, lançou uma mega-operação para acolhimento de outros cidadãos nepaleses que estiveram em contacto direto com o doente e têm de ficar isolados. Ao todo, terão sido identificadas «pelo menos 74 pessoas».

Apesar de, até ontem à noite, não haver «confirmação de mais nenhum infetado», segundo garantiu ao Sul Informação Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro, a SIC avançou que alguns dos trabalhadores já apresentam sintomas e a Antena 1 fala em dois casos já confirmados.

«As autoridades de saúde, através do Comando Distrital de Operações de Socorro, pediu-nos ajuda. Falaram connosco e disseram que havia um conjunto de cidadãos nepaleses que era preciso pôr de quarentena», explicou o edil farense.

Ou seja, era necessário garantir um espaço onde estas pessoas ficassem de quarentena.

 

 

«Nós estivemos a ver e achámos que o pavilhão da escola de Santo António seria o local ideal, até por ser mais recatado. Sob escolta da GNR vieram para lá ontem à noite», disse .

Nesta mega-operação, a autarquia contou com o apoio das duas corporações de bombeiros farenses, os Sapadores de Faro e a Cruz Lusa, da Cruz Vermelha, da proteção civil, dos funcionários da escola e do Motoclube de Faro, «que nos cedeu as mesas e ajudou a montar tudo». Também envolvidos estiveram a PSP e o SEF.

Isto permitiu criar, em apenas «duas horas, um dispositivo capaz de os acolher, com tudo o que é necessário. Foram montadas camas e instalado um refeitório provisório».

«Eles estão lá. Estamos a fornecer alimentação e as condições básicas de higiene estão garantidas. Durante a noite, ficou lá a PSP a guardá-los e foram acompanhados por uma enfermeira», disse Rogério Bacalhau.

O presidente da Câmara de Faro acrescentou que as autoridades de saúde «vão continuar a acompanhar a situação. Não sei se já fizeram, mas suponho que estejam a testar as pessoas».

Entretanto, a DGS está no terreno « a tentar rastrear quem mais possa ter tido contacto com estes trabalhadores, nos locais onde eles viviam e trabalhavam.

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