Cobra piton com 4 metros capturada pelo ICNF na Fonte da Benémola

Animal foi avistado e filmado com telemóvel por família de turistas estrangeiros que fazia uma caminhada

 

Uma cobra piton albina com 4 metros de comprimento foi esta quarta-feira, 5 de Março, capturada ao final da tarde na Fonte da Benémola, perto de Querença, no interior do concelho de Loulé, por dois vigilantes de natureza do ICNF.

O réptil exótico foi avistado, por volta das 16h00, por uma família de turistas que fazia uma caminhada na Fonte da Benémola, um sítio protegido sob jurisdição da Câmara Municipal de Loulé.

Os turistas filmaram o animal com o telemóvel e contactaram com o RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, na Quinta de Marim (Olhão), onde também se situa a sede do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no Algarve.

Mas, como o RIAS não se ocupa de espécies que não são autóctones, foi contactado o SEPNA da GNR. No entanto, tendo em conta que uma patrulha do ICNF estava nas redondezas da Fonte da Benémola, acabaram por ser os vigilantes da natureza a ocupar-se da captura da piton albina, que foi encontrada já ao pôr do sol, enrolada para se manter aquecida, como se vê na fotografia abaixo.

O animal, entretanto, está na sede do Parque Natural da Ria Formosa, na Quinta de Marim, em Olhão, até se decidir o que fazer com ele. «Provavelmente será encaminhado para um zoo, aqui no Algarve ou em Lisboa, dependendo de quem tenha condições para ficar com a piton», disse Joaquim Castelão Rodrigues, diretor regional do ICNF, contactado pelo Sul Informação.

Castelão Rodrigues lamentou a «inconsciência das pessoas que abandonam um animal como uma cobra piton destas dimensões». Este responsável apelou mesmo a que as pessoas que tenham consigo animais exóticos não os abandonem, nem larguem na natureza, optando antes por contactar com entidades como o ICNF ou mesmo o SEPNA da GNR.

Apesar de dizer que é a primeira vez que uma cobra de uma espécie exótica, com estas dimensões, é apanhada no Algarve, Castelão Rodrigues disse que, na sede do Parque Natural da Ria Formosa, também estão à guarda do ICNF inúmeras tartarugas «que as pessoas compram porque acham muito engraçadas, mas depois, quando se chateiam, largam em qualquer sítio».

A piton albina, de seu nome científico Python molurus bivitattus, provém da zona sul do continente asiático. Esta serpente vive em florestas húmidas e zonas rochosas perto de água, podendo ficar submersa até 20 minutos.

A cobra piton albina é uma espécie robusta, embora bastante rara na Natureza por ser alvo fácil de predadores, devido à sua coloração branca e amarela muito difícil de passar despercebida. Pode atingir 8 metros e pesar 80 quilos. Não é venenosa.

A piton é uma cobra constritora, isto é, quando caça uma presa, aperta-a nos seus anéis e vai apertando pouco a pouco até sufocar, engolindo-a inteira depois de morta. Alimenta-se de ratos, coelhos, aves e mamíferos de pequeno porte.

 

A cobra piton albina, tal como foi encontrada pela equipa do ICNF

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