Associação de Aljezur oferece livro de receitas de batata-doce para ajudar a manter a saúde durante isolamento social

As receitas deste livro são «as mais antigas, as originais»

O livro “As Mais Antigas Receitas de Batata-doce dos séculos XVIII e XIX” está a ser oferecido, em versão PDF, pela Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur, que o editou, e pelo seu autor, o investigador algarvio José António Martins.

Aos interessados em receber um exemplar do livro em PDF, basta enviar um pedido para um dos
seguintes e-mails: jajm2010@gmail.com ou adpha@sapo.pt.

«Neste livro, podemos encontrar o modo de confecção deste tubérculo, relativamente fácil de encontrar no mercado, tanto nas grandes superfícies, como no comércio local e que os nossos avós e bisavós se deliciavam em sobremesas ou como uma das suas principais refeições», explica a ADPHA.

Esta é a forma de a Associação ajudar a que, neste tempo de isolamento social por causa da Covid-19, se continue a fazer uma alimentação saudável, no caso com recurso à batata-doce

«Um fator importante que devemos ter em conta ao longo destes dias respeita à nossa alimentação», que deverá ter em conta a «diversidade de produtos e um conjunto de alimentos que, pelas suas propriedades, merecem estar em destaque na nossa “roda” da alimentação», salienta a ADPHA.

«Inevitavelmente, vamos (quase) todos ficar um pouco mais pesados, atendendo que o espaço habitacional que desfrutamos, na sua maioria, não se compadece com grandes áreas onde possamos fazer exercício, onde as rotinas do quarto, casa de banho, cozinha e sala (ou noutra sequência de dinâmicas espaciais) têm sempre o alvo preferencial destes dias, isto é a televisão. Depois das refeições, ou mesmo com elas a decorrer, estamos sentados e dificilmente tomaremos outro lugar, senão a cadeira ou o sofá».

Assim, continua a Associação, «o papel das refeições torna-se fundamental», devendo os ingredientes «ser bem pensados».

A ADPHA salienta que, entre os grupos de risco, estão os diabéticos e as pessoas na faixa etária entre os 60-70 anos e chama a atenção para as propriedades nutricionais do tubérculo.

O livro que agora está a ser oferecido na sua versão em PDF, dá-se conta de uma investigação histórica em documentação dos séculos XVIII e XIX realizada ao longo dos anos de 2018 e 2019, tendo como objetivo a recolha das mais antigas receitas associadas à Batata-doce. Foram descobertas apenas 18 onde o ingrediente principal é aquele tubérculo.

«Para que possamos ter uma alimentação equilibrada, pobre em açúcares, sem que os doces e bolos que agora possamos confecionar contribuam para o aumento de peso e favoreçam um aumento dos riscos, em virtude do pouco exercício físico e do sedentarismo, colocamos à disposição de todos um conjunto de receitas, para os que desejem confecionar doces, bolos, frituras, etc.», sublinha a Associação.

«Não esqueçamos que os nossos antepassados tinham pouca diversidade de alimentos, em comparação com os que temos atualmente e também gostavam de doces», nos quais «os produtos da terra, como a Batata-doce, tinham um papel importante na sua gastronomia e alimentação, em geral».

Nesta investigação, agora disponibilizada ao público, a Batata-doce é o ingrediente principal na confeção de Compotas, Doces, Frituras, Pudins, Sopas e até de Torresmos, devendo «ter presente que este tubérculo regula a glicemia e o peso, sendo uma alternativa ao arroz, à batata comum, à massa, etc».

As receitas deste livro são «as mais antigas, as originais, e que a partir destas, outras muitas foram dadas a conhecer, tendo como matriz as primeiras conhecidas e datadas dos séculos XVIII e, sobretudo, do século XX, sendo a Batata-doce o principal e fundamental ingrediente».

A associação chama ainda a atenção para o contributo daqueles que, «pelas suas competências técnico-científicas têm um valor acrescentado na divulgação do conhecimento», esperando que «desse conhecimento possa advir uma contribuição para a manutenção da economia local, regional e nacional, especificamente interligada com os produtores de Batata-doce».

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