2 milhões de novas máscaras cirúrgicas chegam esta semana

Governo também garante aumento da capacidade de testagem

Portugal vai receber, ainda esta semana, 2 milhões de máscaras cirúrgicas e outras tantas FFP2, acaba de anunciar António Sales, secretário de Estado da Saúde, em conferência de imprensa. 

Além de material de proteção, «estamos a aumentar significativamente a nossa capacidade de testagem», assegurou o membro do Governo.

«Esta semana, teremos mais 2 milhões de máscaras cirúrgicas e mais 2 milhões de máscaras de tipologia FFP2, bem como mais cerca de 50 mil zaragatoas. Esse material será distribuído tendo em conta as necessidades», revelou António Sales.

«Temos várias linhas de encomendas. Hoje mesmo, sai um avião em direção à China para trazer material. Temos, ainda, uma escala nas próximas semanas com novas idas aquele país, para fazer face quer às compras do Estado, quer para assegurar a chegada de algumas ofertas que têm surgido», acrescentou.

O membro do Governo assegurou, ainda, que «o material não está a ser comprado agora. Todos os dias vamos ao mercado. Como sabe, na passada semana distribuímos 2,5 milhões de máscaras e cerca de 150 mil Equipamentos de Proteção Individual».

 

 

No que toca à testagem, «neste momento, o SNS tem, capacidade para fazer 2500 testes diários. No setor privado, são mais 1500 testes por dia. No entanto, existe uma capacidade em stock, entre público e privado, de cerca de 20 mil testes. Estamos, por isso, a aumentar progressivamente a nossa capacidade de testagem».

«É evidente que a capacidade de testagem não são apenas as zaragatoas, são os kits e os reagentes. Dessa forma, estamos a fazer o reforço conjunto das zaragatoas com os reagentes e os kits. Estamos a aumentar progressivamente a nossa capacidade e temos muito bem programado ao longo das semanas esse aumento», afirmou.

«Penso que tem de ficar claro que isto dos testes, dos reagentes, dos kits e das zaragatoas, é exatamente como a logística alimentar nas nossas casas. Nós vamos às compras todos os dias, todas as semanas. E, portanto, quando chegarmos ao fim desta onda epidémica vamos ter milhões e milhões de máscaras gastas, milhões e milhões de respiradores FPP2 gastos e milhões e milhões de zaragatoas gastas», salientou Graça Freitas, a diretora Geral de Saúde, presente na mesma conferência de imprensa.

«Isto vai-se comprando. Temos um stock de segurança e depois vamos repomos. É o mesmo que fazemos com as vacinas, com os medicamentos, com o oxigénio e com a insulina. Nós não temos armazéns enormes com todas as vacinas. Compramos para um determinado período, temos um stock de segurança e voltamos a comprar», reforçou.

O secretário de Estado da Saúde admitiu, por outro lado, que a situação dos lares de terceira idade é aquela «que «inspira maior preocupação», atualmente.

As IPSS, disse, vão poder «recorrer a bolsas de voluntários para prestação de cuidados aos utentes», apelando, mesmo, a que estas instituições «não hesitem em fazê-lo».

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