Uma centena de “Alforges” ajudam a contar «história social e cultural» do Algarve

Paralelamente à exposição haverá workshops sobre a confeção de alforges

Centenas de alforges vão dar a conhecer a «história social e cultural que é possível contar através desta peça utilitária», usada no dorso dos animais para transportar carga, na exposição “Alforges”, que estará patente na Casa do Sal de Castro Marim entre os dias 29 de Fevereiro e 12 de Abril.

Explicar o que são os alforges, qual a sua origem, onde e como se usavam, bem como «a distinção entre o alforge de trabalho, o alforge festivo e o alforginho e o seu enquadramento no ciclo da lã e do linho, são algumas das curiosidades deslindadas neste trabalho de pesquisa e de recolha desenvolvido pelo município de Castro Marim em colaboração com a Associação Cultural Amendoeiras em Flor», segundo a Câmara castro-marinense.

«No total estarão em exibição mais de 100 alforges, numa narrativa de cores, usos, costumes e tradições que nos permite um melhor entendimento e acolhimento do legado patrimonial e do território, nomeadamente do interior, e, em simultâneo, o desenvolvimento de um trabalho de preservação e promoção desta herança cultural», acrescentou a autarquia.

Paralelamente à exposição, decorrerão workshops dinamizados em parceria com a Estação das Artes, a Universidade do Tempo Livre de Castro Marim e a “Tecelã”, «nos quais se reproduzirá a confeção do alforge, mas que pretendem também reinventar esta peça, dando-lhe inclusive novas utilizações, como por exemplo a de arrumação de brinquedos».

No dia 14 de Março haverá uma oficina sobre o ciclo da lã. A 21 de Março o tema será “Confeção de Alforges” e a 11 de Abril terá lugar o workshop “Lavrar do Alforge”. Todas as sessões acontecem no período da manhã.

A inscrição nos workshops é gratuita, no entanto o número de vagas é limitado, pelo que os interessados deverão inscrever-se junto do Gabinete de Apoio ao Munícipe ou através do 281 510 778.

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