Albufeira constrói creches, lares e avança com o Plano de Drenagem até 2023

Presidente da Câmara destaca três obras como as mais emblemáticas

Ampliação de escolas, construção de creches e lares, o avanço do tão desejado Plano de Drenagem e a requalificação da Avenida Sá Carneiro. Estes são apenas alguns dos investimentos que Albufeira quer fazer até 2023. No total, a Câmara Municipal conta investir 150 milhões de euros num pacote de obras ambicioso. 

José Carlos Rolo, presidente da Câmara de Albufeira, fez, esta quinta-feira, 13 de Fevereiro, um balanço dos dois anos de mandato autárquico, num momento em que aproveitou também para traçar o futuro.

O autarca anunciou novos projetos a avançar até 2023, divididos por várias áreas, como a educação, a habitação ou a rede viária. Uns já têm obra em curso, outros têm o projeto terminado, e, noutros, ainda se está a elaborar o projeto.

Em declarações ao Sul Informação, José Carlos Rolo destacou três das mais emblemáticas obras: a requalificação da Avenida Sá Carneiro, que custará 13 milhões, e envolve a criação de mais zonas verdes e percursos pedonais, devendo começar em Outubro, a construção do Parque de Feiras, Exposições e Congressos, perto da Escola Básica e Secundária de Albufeira, num investimento de 1,2 milhões, e o avanço do tão desejado Plano de Drenagem de Albufeira.

Para este, que têm o grande objetivo de mitigar os efeitos de possíveis cheias como as que aconteceram em 2015, há ainda uma parte importante a faltar: a construção do túnel que desviará o caudal da ribeira de Albufeira da baixa da cidade em direção ao mar.

«O projeto ainda não está feito, apenas as sondagens. Só quando estiver feito é que vamos procurar o financiamento», disse José Carlos Rolo ao nosso jornal. Portanto: ainda não há uma data certa para o avanço da obra.

Outras empreitadas mais pequenas, feitas no âmbito deste Plano, como a construção da Estação Elevatória da Praia dos Pescadores, já estão terminadas, bem como as intervenções junto ao INATEL.

Mas, o grande pacote de investimento de Albufeira não se esgota por aqui.

É objetivo da Câmara também avançar com ampliações nalgumas das principais escolas e jardins de infância do concelho (como a Diamantina Negrão e o Jardim de Infância da Correira), bem construir habitação.

Neste ponto, José Carlos Rolo prevê investir 12 milhões de euros, na construção de dois blocos com 28 fogos na Rua Samora Barros, 60 a 70 fogos nas Fontainhas (Ferreiras), 26 na Quinta dos Barros, perto do Mercado dos Caliços, e, por fim, 40 fogos na Ladeira da Fonte (Paderne).

 

 

Em paralelo, a autarquia vai adquirir apartamentos para rendas acessíveis, cujo concurso será lançado em breve.

No que toca ao património cultural, a obra de maior monta é a requalificação da Igreja Matriz de Albufeira, cuja obra de 1,6 milhões até já está adjudicada, depois de um primeiro concurso ter ficado deserto.

Haverá, também, obras no Museu Municipal de Arqueologia (onde antes funcionavam os Paços do Concelho), com remodelação interior e disponibilização de todos os conteúdos em vários idiomas.

Na parte da ação social, está prevista a construção de uma creche, lar e centro de dia nos Olhos de Água (5 milhões), com capacidade para 42 crianças, 57 utentes (lar) e 35 pessoas (centro de dia). Neste caso, o primeiro concurso também ficou deserto, mas, agora, já há um empreiteiro.

Este não será o único equipamento deste tipo a ser construído: também se avançará com um lar e centro de dia nas Fontainhas (Ferreiras). O investimento de 6 milhões conta dar apoio a cerca de 80 pessoas.

A segurança não fica de fora e, neste período, a Câmara de Albufeira conta acolher mais 12 agentes para a Polícia Municipal.

Já na questão da mobilidade, José Carlos Rolo revelou que há o objetivo de remodelar a rede de autocarros urbanos Giro, passando de 5 para 11 linhas, com 210 paragens, em vez das atuais 90, chegando a zonas como Vale Pedras.

E como é que Albufeira conta financiar todo este investimento? José Carlos Rolo explicou que, além de «termos verbas próprias, há capacidade de endividamento e de recorrer a fundos europeus».

É que, concluiu, se «houver capacidade humana», este investimento «até pode vir a ser maior» aos 150 milhões apresentados.

 

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