UAlg cria “super universidade” com parceiros de seis países

Consórcio junta sete universidades jovens e de pequena diemnsão

Foto: Hugo Rodrigues|Sul Informação

Pode ser vista como uma super universidade, com campi em sete países e que permite aos alunos de outras tantas Instituições de Ensino Superior circular entre elas e obter graus e diplomas dados pelo conjunto das academias.

O consórcio de universidades europeias “Sustainability Horizon Alliance”, que terá como coordenadora a Universidade do Algarve (UAlg), foi hoje formalmente criado, numa cerimónia que decorreu na sala de seminários da Reitoria do Campus de Gambelas, em Faro.

Nesta sessão, além da academia algarvia, estiveram representadas as universidades de Huelva (Espanha), Lahti (Finlândia), Ludwigshafen (Alemanha), Timisoara (Roménia), Tomas Bata (República Checa), e Tuscia (Itália), as outras parceiras do projeto.

A cerimónia de hoje serviu para a assinar a declaração de missão que servirá de base à candidatura que esta aliança de universidades vai apresentar à iniciativa «Universidades Europeias» do programa Erasmus+.

«A candidatura será apresentada até ao final do mês de Fevereiro e os resultados sairão lá para o Verão», revelou Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve, à margem da cerimónia de assinatura do protocolo entre as seis instituições.

«Esta é a segunda vez que nos candidatamos. Não é fácil, é muito competitivo. No ano passado foram aprovadas 17 alianças. Este ano, possivelmente, serão muitas mais as alianças a concurso», acrescentou.

«Na convocatória de há um ano ficámos de fora por um ponto, o que foi uma grande pena. Mas isso só nos deu força para continuar a trabalhar, para melhorar algumas coisas. Por isso, temos muitas esperanças nesta nova convocatória», disse, por seu lado, Maria Antonia Guerrero, reitora da Universidade de Huelva.

 

 

A aliança hoje formalizada «visa uma maior mobilidade entre os membros das alianças. E estão a ser criadas diferentes alianças por toda essa Europa, que vão desenvolver graus conjuntos, para nos tornarmos mais competitivos à escala global, ao mesmo tempo que criamos conhecimento e bem estar. É tudo muito virtuoso. É uma nova etapa que a União Europeia em boa hora decidiu lançar».

«As universidades, através destas alianças, assumem compromissos com a União Europeia, que vão possibilitar financiamento para desenvolver ações, cursos e programas conjuntos, em que teremos professores e estudantes a circular. Mas, agora, não se trata apenas de alunos de mobilidade. São estudantes que obtém graus e diplomas pelo conjunto de sete universidades da aliança», segundo Paulo Águas.

«Estamos a falar de oportunidades de financiamento muito interessantes. Não é possível contabilizar para já, mas acredito que serão canalizados para esta aliança alguns milhões de euros. Mas ainda é prematuro falar disso», acrescentou.

 

 

Cada aliança tem de escolher uma área de atuação. «A que nós escolhemos foi a da sustentabilidade. Somos pequenas universidades, não somos as universidades das capitais e grandes cidades europeias. Mas a Europa não é só a das capitais, nem a das universidades centenárias ou milenares. Somos instituições jovens, que temos desenvolvido conhecimento. Através desta candidatura, caso seja bem sucedida, queremos ter meios para trabalhar ainda mais em conjunto e atrairmos mais estudantes para as nossas universidades».

Estamos, dessa forma, perante uma super universidade, com campi em sete países?

«A médio prazo, para certas áreas, esta aliança poderá ser vista como tal. E nós não vamos ter medo disso, antes pelo contrário. No fundo, o que está aqui em causa é sermos multicampus», considerou o reitor da UAlg.

Já a reitora da Universidade de Huelva fala em «transformar sete universidades, que até agora trabalharam de forma independente, numa espécie de universidade única, em que os estudantes e os professores se podem mover com toda a liberdade e flexibilidade».

O projeto «pretende ter um forte impacto nas regiões onde se insere, através do ensino à distância, empreendedorismo e inovação, e criar pontes estratégicas com África, América do Sul e Ásia», segundo a UAlg.

 

 

Fotos: Hugo Rodrigues|Sul Informação

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