Migrantes marroquinos pediram estatuto de proteção, Portugal vai analisar

Migrantes vieram de El Jadida, à semelhança de outro grupo que desembarcou em Monte Gordo, em Dezembro

Os 11 cidadãos marroquinos, que foram intercetados esta quarta-feira, 29 de Janeiro, frente à barra da Armona, em Olhão, pediram estatuto de proteção internacional e Portugal vai analisar o caso, acaba de revelar o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). 

Em comunicado, o SEF explica que, «ao abrigo do quadro de proteção internacional aplicado em outros casos de cidadãos estrangeiros resgatados no Mediterrâneo, será registado o pedido de concessão do estatuto e providenciada documentação que comprova o período de análise do mesmo».

«Essa documentação permite que, durante esse período, lhes possa ser garantida assistência médica, educação, alojamento e meios de subsistência», acrescenta.

O grupo de 11 homens, com idades entre os 21 e os 30 anos, «será ainda hoje transferido para Lisboa».

O Ministério da Administração Interna, através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, e em estreita articulação com o Conselho Português para os Refugiados, acautelaram o alojamento para todos.

Os jovens dizem ter partido de «El Jadida, a antiga Mazagão portuguesa, e que estiveram quatro ou cinco dias no mar», como contou ao Sul Informação o comandante da Zona Marítima do Sul capitão Rocha Pacheco.

A viagem foi toda feita, segundo dizem os migrantes,  «numa pequena embarcação de boca aberta, com um motor de 15 cavalos»

«O alerta foi dado às 4h20 por trabalhadores da Área de Produção Aquícola da Armona, que reportaram uma embarcação suspeita. Elementos da Polícia Marítima de Olhão foram ao local e intercetaram a embarcação, trazendo os seus ocupantes para a Capitania do Porto de Olhão», contou o comandante Rocha Pacheco.

Uma vez em terra, os jovens receberam assistência, tendo três deles sido reencaminhados para o hospital, porque «o seu estado de saúde inspirava cuidados». Logo a meio da manhã, perto das 10h30, tiveram alta.

Depois, estiveram a ser ouvidos pelo SEF.

Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, também já comentou este caso, considerando que é «de todo prematuro» considerar que Portugal já faz parte das rotas de imigração.

Esta tentativa de desembarque na costa algarvia é, contudo, a segunda em poucas semanas. No dia 11 de Dezembro, um grupo de oito  marroquinos foi intercetado, já em terra, depois de ter desembarcado na Praia de Monte Gordo.

Estes migrantes requereram ao nosso país um «estatuto de proteção» e foram acolhidos no Centro Português para o Refugiado, em Lisboa.

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