Lotas do Algarve são as que mais crescem em todo o país

Lota de VRSA ultrapassou os 14 milhões de euros de valor de venda do peixe e em Quarteira foram transacionadas mais de 6,6 mil toneladas de pescado

As lotas algarvias foram as que mais cresceram em 2019, em todo o país, quase dobraram a quantidade de peixe vendido e aumentaram em mais de 15% o valor das vendas em relação a 2018, revelou hoje a Docapesca.

O ano que passou foi positivo, segundo os dados divulgados pela empresa, principalmente ao nível do retorno financeiro, já que se «atingiu o valor histórico de 212,3 milhões de euros» de vendas nas lotas portuguesas.

Este recorde foi atingido com uma forte ajuda das lotas algarvias, onde o valor do peixe vendido ascendeu aos 53,1 milhões de euros, mais de um quarto do total nacional.

Neste caso, houve um crescimento de 6 milhões de euros em relação a 2018, ano em que o volume de vendas tinha sido de 46,1 milhões de euros e em que já tinha havido um aumento em relação ao ano anterior (45,2 milhões).

Por lota, a de Vila Real de Santo António voltou a ser aquela com o maior valor de vendas, 14 milhões de euros, o que representa um aumento de 7,6% em relação a 2018.

Também em destaque estão as lotas de Portimão, com 9 milhões de euros (+26,6%), de Quarteira, com 8,9 milhões de euros (+26,2%), e de Olhão, com 8,2 milhões de euros (+29,4%).

Surgem a seguir Sagres (5,1 milhões, sem variação), Lagos (2,4 milhões, +21,3%), Fuzeta (2,3 milhões, +12%), Santa Luzia (2,2 milhões, +22,8%) e Albufeira (987 mil euros, -18,3%).

Comparando com 2017, ano cujos dados foram solicitados à Docapesca pelo Sul Informação, só se verificaram descidas, em 2019, em Portimão e Sagres – de 9,1 para 9 milhões, no primeiro caso, e de 5,3 para 5,1 milhões, no segundo.

As maiores subidas foram em VRSA (de 11,7 para 14 milhões), em Quarteira (de 6,4 para 8,9 milhões) e em Olhão (de 6 para 8,1 milhões).

Ao mesmo tempo, houve um forte aumento da quantidade de peixe transacionado nas nove lotas do Algarve. Em 2019, foram 20,5 mil as toneladas de pescado comercializado, quando em 2018 tinham sido 11,9 mil.

Neste campo, Quarteira foi a lota que mais se destacou, com um crescimento de 147%, das 2,7 mil toneladas comercializadas em 2018 para a 6,6 mil toneladas, em 2019 (em 2017, foram 2,2 mil toneladas).

Outras lotas que tiveram um forte crescimento no ano passado foram as de Portimão, com 5,1 mil toneladas e um aumento de 77,6% (4,6 mil toneladas em 2017), Olhão, com 4,7 mil toneladas e mais 63,8% (2,1 mil em 2017), Sagres, com 1,3 mil toneladas e subida de 10,2% (mil toneladas em 2017) e Vila Real de Santo António, com 1,3 mil toneladas e crescimento de 11,1% (900 toneladas em 2017).

Nas restantes lotas, houve crescimento homólogo em Lagos (+57,5%, para as 630 toneladas), em Santa Luzia (+42,2%, 324 toneladas) e na Fuzeta (+24,2%, 400 toneladas). Já na lota de Albufeira, a quantidade de peixe transacionado desceu das 163 toneladas, em 2018, para as 158 toneladas em 2019, ou seja, houve uma quebra de 3,1%.

«A nível nacional, as espécies mais relevantes em valor de vendas foram o polvo-vulgar, a sardinha, o carapau, o biqueirão e a cavala», acrescentou a Docapesca.

A empresa revelou, ainda, que obteve a extensão da certificação do sistema de gestão da segurança alimentar das lotas de Viana do Castelo, Aveiro e Vila Real de Santo António, tendo atualmente sete estabelecimentos certificados.

«Este processo de certificação das lotas irá ser reforçado, com vista à certificação de um total de 10 lotas em 2020», anunciou.

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