Barco com 11 migrantes vindos de Marrocos intercetado frente à barra da Armona

Migrantes vieram de El Jadida, à semelhança de outro grupo que desembarcou em Monte Gordo, em Dezembro

O barco marroquino já no porto de Olhão – Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação

Uma pequena embarcação com 11 migrantes que partiram de El Jadida, em Marrocos, foi intercetada pela Polícia Marítima frente à Barra do Lavajo, entre as ilhas da Armona e da Culatra, cerca das 4h30 de hoje.

Os 11 jovens, que «não têm qualquer identificação, mas que tudo indica serem marroquinos» e que dizem ter idades entre os 21 e os 30 anos, «alegam que partiram de El Jadida, a antiga Mazagão portuguesa, e que estiveram quatro ou cinco dias no mar », disse ao Sul Informação o comandante da Zona Marítima do Sul capitão Rocha Pacheco.

A viagem foi toda feita, segundo dizem os migrantes,  «numa pequena embarcação de boca aberta, com um motor de 15 cavalos»

«O alerta foi dado às 4h20 por trabalhadores da Área de Produção Aquícola da Armona, que reportaram uma embarcação suspeita. Elementos da Polícia Marítima de Olhão foram ao local e intercetaram a embarcação, trazendo os seus ocupantes para a Capitania do Porto de Olhão», contou o comandante Rocha Pacheco.

Uma vez em terra, os jovens receberam assistência, tendo três deles sido reencaminhados para o hospital, porque «o seu estado de saúde inspirava cuidados».

Entretanto, a Autoridade Marítima Nacional já alertou o Serviço de Fronteiras e Estrangeiros (SEF), «tendo em conta que, aparentemente, estamos perante um caso de imigração ilegítima».

Neste momento, «deve estar a ser feita a entrega dos migrantes ao SEF», que serão levados para Faro, para a Direção Geral desta entidade, responsável pelo controlo de fronteiras.

Esta tentativa de desembarque na costa algarvia é a segunda em poucas semanas, mas apenas a terceira conhecida. No dia 11 de Dezembro, um grupo de oito  marroquinos foi intercetado, já em terra, depois de ter desembarcado na Praia de Monte Gordo.

Estes migrantes requereram ao nosso país um «estatuto de proteção» e foram acolhidos no Centro Português para o Refugiado, em Lisboa.

Antes, só havia registo de uma tentativa de desembarque na Ilha da Culatra, que aconteceu há cerca de 12 anos.

 

Fotos: Hugo Rodrigues | Sul Informação

 

 

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