Autarcas algarvios querem «nova etapa» na separação dos resíduos

Gestão dos resíduos sólidos urbanos no Algarve é feita pela Algar

Os autarcas algarvios querem uma «nova etapa» na separação dos resíduos e não excluem «uma resposta conjunta» ao nível da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve. Os presidentes de Câmara estiveram reunidos esta segunda-feira, 6 de Janeiro, com Inês Santos Costa, secretária de Estado do Ambiente. 

Este é um desafio que implica, segundo a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, «a realização de um considerável esforço financeiro por parte dos municípios, pressupondo o contributo individual de cada cidadão e das comunidades na concretização das medidas».

Para os autarcas do Algarve, esta nova etapa na separação dos resíduos e a sua correta canalização para reciclagem, aterro e transformação em composto orgânico, é algo que deve avançar.

Segundo António Pina, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, «este projeto poderá originar uma resposta conjunta ao nível da AMAL e assim seguir em frente numa região do país que já é pioneira em ações na área do ambiente, com destaque para o combate às alterações climáticas».

Na reunião com a secretária de Estado foram debatidos temas como a questão dos biorresíduos, a recolha seletiva ou a introdução de sistemas como a compostagem doméstica, no contexto da promoção da economia circular.

Este encontro, que contou também com a presença de responsáveis da APA – Agência Portuguesa do Ambiente e da CCDR Algarve – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, serviu para confirmar a necessidade de se concretizar iniciativas orientadas para o cumprimento das metas nacionais estabelecidas no quadro europeu.

A iniciativa da AMAL «integra-se no âmbito das preocupações ambientais decorrentes da necessidade de impulsionar uma nova atitude regional perante as alterações climáticas, os impactos decorrentes da expressão de fenómenos como a desertificação e a seca e uma amplificada consciência ambiental».

A gestão dos resíduos sólidos urbanos no Algarve é feita atualmente pela Algar, empresa detida em 56% por privados (Urbaser e Mota-Engil) e 44% pelas Câmaras Municipais que, de resto, parecem dispostas a reverter a situação.

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