Assembleia Municipal de Portimão discute petição de cidadãos para revogar Plano de João d’Arens

Promotores deram entrada com novo projeto, após chumbo do primeiro

Ponta de João d’Arens – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

A Assembleia Municipal de Portimão vai discutir a petição apresenta por cidadãos para revogar ou suspender o Plano de Urbanização da UP3, na zona da Ponta de João d’Arens, no litoral do concelho. A sessão extraordinária está marcada para dia 3 de Fevereiro, uma segunda-feira, às 21 horas.

Em Maio do ano passado, a operação de loteamento para a construção de três estabelecimentos hoteleiros, num total de mais de 600 camas turísticas, no sítio de João D’Arens, foi chumbada, após um muito participado processo de Avaliação do Impacte Ambiental.

A Declaração de Impacte Ambiental desfavorável, emitida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve em 3 de Maio, foi precedida de parecer desfavorável da Comissão de Avaliação responsável pela análise técnica do Estudo de Impacte Ambiental.

Só que, como noticiava o jornal ECO em Novembro passado, cinco meses depois do chumbo, novo projeto reformulado deu entrada na CCDR Algarve, exatamente para a mesma UP3 e iniciativa dos mesmos promotores, entre os quais o empresário Pais do Amaral.

O projeto retocado continua a prever a construção de três hotéis, embora com menos quartos, menor área de construção e uma cércea (altura dos prédios) três metros mais baixa que a inicialmente prevista. Os hotéis passam ainda a ficar um pouco mais longe da beira das falésias.

Em Agosto passado, quando estavam a angariar assinaturas na Petição que agora será alvo de debate e análise na Assembleia Municipal de Portimão, Lucinda Caetano, arquiteta urbanista, membro do grupo de cidadania “A Última Janela para o Mar”, salientou que «o Plano de Urbanização é a base da pirâmide que possibilita que mais projetos, como o que foi eliminado em Maio, voltem a surgir. Não faz sentido que todos os anos tenha de se mobilizar a comunidade e recolher assinaturas. Ao solicitarmos a revogação ou suspensão do plano atual, cortamos o mal pela raiz».

 

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