CPCJ: Bebé que foi dado como desaparecido «está protegido e a receber cuidados médicos»

Ana Fazenda confirma a versão do CHUA de que o bebé nunca esteve desaparecido

Imagem de arquivo

O bebé que foi dado como desaparecido do Hospital de Faro esteve todo o tempo nesta instituição «a receber cuidados médicos» e está «protegido», garantiu ao Sul Informação Ana Fazenda, coordenadora regional do Algarve da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

A responsável por esta entidade confirma a versão apresentada pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), que veio hoje a público denunciar como sendo falso um post publicado esta quinta-feira, 12 de Dezembro, que se tornou viral nas redes sociais e que dizia que um casal, pais há pouco tempo, não sabia do seu bebé por incompetência do Hospital de Faro.

«Estamos a acompanhar o caso e a tratar de proteger aquela criança. Neste momento, o bebé está a precisar de cuidados médicos e está no hospital», revelou Ana Fazenda.

Ao mesmo tempo, a CPCJ está «a tentar descobrir o paradeiro da mãe, que é desconhecido, com a ajuda da GNR».

«A mãe, neste momento, não está no hospital. Não sabemos o seu paradeiro e estamos a tentar identificar a sua morada, com os poucos dados que temos. Tudo está a decorrer nos termos da lei», acrescentou.

No post que gerou esta polémica lê-se que, quando o pai da criança foi com uma amiga buscar a sua mulher, que tinha acabado de dar à luz, «ninguém no hospital sabia onde estavam a mãe e o bebé».

«A amiga reclamou e os enfermeiros não sabiam. Foram chamar o médico que também não sabia. A amiga falou com a assistente social, que encontrou a mãe, mas da criança nem rasto. Simplesmente ninguém sabe», diz ainda a mesma publicação.

O hospital disse que todas estas indicações eram falsas e que a «criança está internada no Hospital, acompanhada pelos pais, detentores de toda a informação».

O CHUA acrescenta que esta é «uma situação de risco» que já foi «reportada pelo Núcleo Hospitalar de Apoio à Crianças e Jovens em Risco à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens».

Ana Fazenda, por seu lado, disse que a comissão «está a avaliar a situação», no sentido de apurar se a criança está, efetivamente, em risco.

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