Cortiça, cana, musgo e pedras da ribeira dão forma ao presépio da Cortelha

A tradição de montar e construir o presépio em cortiça na Cortelha teve início em 2004

Cortiça, cana, musgo e pedras de ribeira, bem como o trabalho da população local para a sua construção, são os ingredientes fundamentais do Presépio da Cortelha, aldeia serrana do concelho de Loulé, que vai estar patente ao público no largo da associação, até 6 de Janeiro.

Quem visitar a Serra do Caldeirão por estes dias, poderá deslumbra-se com uma verdadeira obra de arte, o Presépio em Cortiça da Cortelha. Depois de largas semanas a apanhar musgo, a procurar os melhores canudos de cortiça, a carregar as pedras da ribeira para a construção do cenário do nascimento de Jesus, a população da Cortelha orgulha-se agora de poder mostrar o seu presépio.

Pelo presépio, mas também pelas belas paisagens que a Serra do Caldeirão oferece nesta altura do ano ou pela saborosa gastronomia que os restaurantes locais cozinham, todos os anos são muitos os visitantes que se deslocam até à Cortelha para apreciar esta atracção.

O presépio desta aldeia da freguesia de Salir pretende espelhar o contexto global do significado do Natal, desde o caminho a percorrer pelos Reis Magos, até à cabana onde tradicionalmente se atribuí o nascimento de Jesus, passando pelo enquadramento do mesmo no meio rural.

Será assim possível apreciar várias figuras em tamanho real, nomeadamente os Reis Magos nos seus camelos, assim como um burro e uma vaca.

«Para a construção do Presépio da Cortelha, a população utilizou materiais oriundos da Serra do Caldeirão, sendo a cortiça o elemento fundamental, com a consequente carga sentimental a ela inerente», explica a Associação dos Amigos da Cortelha.

«Sendo esta a principal fonte de rendimento dos habitantes da aldeia, a cortiça desempenha neste presépio algo muito mais importante do que simples matéria-prima: transporta a alma das gentes da Cortelha», acrescenta.

A tradição de montar e construir o presépio em cortiça na Cortelha teve início em 2004, quando a aldeia se candidatou ao Concurso de Presépios das Aldeias do Algarve, uma iniciativa da CCDR Algarve e obteve o primeiro lugar.

A partir daí, todos os anos pela altura do Natal, os habitantes juntam-se e começam a preparar os materiais e a tentar encaixá-los no cenário idealizado para a montagem do presépio, que poderá ser visitado até dia 6 de Janeiro.

 

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