Miúdos e graúdos de Odemira aprendem a arte da viola campaniça e do cante improvisado

Iniciativa envolve 180 pessoas

180 odemirenses, a maioria crianças, mas também alguns adultos, estão a ter aulas de viola campaniça e de teoria musical/cante de improviso (despique e baldão).

As aulas são ministradas no âmbito de um projeto do Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso, com sede em S. Martinho das Amoreiras, no concelho de Odemira, cujo objetivo é divulgar e perpetuar esta tradição.

Além dos 130 alunos do primeiro ciclo dos agrupamentos de escolas de Colos e de Sabóia, usufruem destas aulas crianças e adultos de diferentes aldeias.

Este ano letivo, há aulas de viola campaniça nas aldeias de S. Martinho das Amoreiras, Sabóia, Relíquias, Bicos, Colos, Luzianes-Gare, Santa Clara-a-Velha e na vila de S. Teotónio, sempre em horário pós-laboral.

Paralelamente são dinamizadas aulas de teoria musical (iniciação) e cante de improviso (despique e baldão), na aldeia de S. Martinho das Amoreiras. Os interessados podem inscrever-se nas Juntas de Freguesia ou através do e-mail centroviolacampanica@gmail.com.

«O Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso resulta de um consórcio entre a Câmara Municipal de Odemira, a Junta de Freguesia de S. Martinho das Amoreiras, a Casa do Povo de S. Martinho das Amoreiras e a ADA – Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-Gare, entidades que unem esforços para o estudo, formação e divulgação das manifestações instrumentais e vocais associadas à Viola Campaniça, ao Cante de Improviso e à Poesia Popular, formas de expressão cultural marcantes na identidade do território», segundo a Câmara de Odemira.

Na componente formativa, além formação em período pós-laboral para a população ativa, tem sido promovida a aprendizagem/aperfeiçoamento do toque da viola campaniça junto dos alunos do 1º ciclo do ensino básico e dinamizados cursos de construção da viola campaniça.

O espaço, criado em 2017, também contempla um espaço museológico, a instalar em edifício contiguo à Casa do povo de S. Martinho das Amoreiras, onde se «pretende recriar o ambiente do cante nas aldeias do interior através da recuperação do conceito de Taberna, enquanto centro ativo de produção e divulgação cultural».

O centro conta, ainda, com um programa cultural regular, com o qual se pretende «captar público e novos formandos e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido».

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