Filme sobre os “Cavalos de Guerra” da Ria Formosa estreia em Olhão

Filme visa sensibilizar para o grande risco de desaparecimento dos cavalos marinhos da Ria Formosa

Foto: João Rodrigues

O filme “Cavalos de Guerra”, do fotógrafo subaquático João Rodrigues, sobre as ameaças que enfrenta a comunidade de cavalos-marinhos da Ria Formosa, que já foi considerada a maior do mundo, vai ter a sua estreia absoluta no dia 23 de Novembro, um sábado, às 16h30, no Auditório Municipal de Olhão.

Uma equipa de mergulhadores, fotógrafos e cientistas «embarcou numa missão pelas águas labirínticas da Ria Formosa, com o objetivo de salvar um dos tesouros mais valiosos de Portugal, o enigmático cavalo dos mares», descreve João Rodrigues, que realizou “Cavalos de Guerra” através da produtora Chimera Visuals para o Município de Olhão.

Este documentário surge na sequência do livro de fotografias com o mesmo nome do mergulhador e fotógrafo.

 

 

«O desaparecimento de cavalos-marinhos na ria Formosa, nos últimos anos, é alarmante. A pressão humana sobre este ecossistema tem sido brutal e o habitat essencial destes seres vivos, constituído maioritariamente por pradarias de ervas marinhas, está a desaparecer a um ritmo alucinante. Entre as inúmeras ameaças, a captura ilegal com destino ao mercado asiático já dizimou grande parte da população», enquadrou.

De forma a combater este problema, esta produção «pretende atuar como ferramenta de conservação através da sensibilização da comunidade», transmitindo ao espectador «a necessidade de conservação do nosso património natural, assim como o papel importante que cada um de nós desempenha para o equilíbrio do meio ambiente, a nossa única casa».

«Situado no Algarve, o Parque Natural da Ria Formosa é uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Um património de valor incalculável com uma área de 18400 hectares que se estende ao longo de 60 quilómetros de costa do sotavento algarvio. Trata-se de uma área protegida com características únicas de extrema importância para a região. Se explorada de forma consciente e sustentável, a Ria Formosa poderá́ vir a ser um dos motores da nova “economia azul”. As potencialidades deste ecossistema ao nível tecnológico, novas energias, aquacultura e biotecnologias são hoje consideradas um desígnio nacional e um mar de oportunidades», concluiu João Rodrigues.

 

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