Centro de reprodução do lince de Silves celebra amanhã o 10º aniversário

Primeiros linces chegaram ao Algarve a 26 de Novembro de 2009

O 10º aniversário do Centro Nacional de Reprodução do Lince- ibérico (CNRLI), situado em Silves, vai celebrar-se amanhã, dia 27, numa cerimónia que terá lugar no Castelo de Silves, a partir das 9h30, e que contará com a presença de João Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, Florestas e Ordenamento do Território.

O centro dedica-se há uma década à recuperação do lince-ibérico (Lynx pardinus), «considerado a espécie de felino mais ameaçada do mundo».

«Em Portugal atingiu no início do Século XXI uma fase de pré-extinção, sendo que os últimos vestígios de lince em território nacional foram detetados em 2001, em zona de fronteira, provavelmente de um lince dispersante de populações em Espanha. Antes disso, o último vestígio de lince comprovado em Portugal foi registado no início da década de 90 do Século XX. É provável que Portugal tenha perdido as suas populações estáveis durante a década de 80», segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a entidade responsável pelo CNRLI.

O centro existente em Silves, o único de reprodução do lince existente fora de Espanha, recebeu os primeiros linces a 26 de Outubro de 2009.

Ao longo de 10 anos, nasceram no Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico 122 animais, «dos quais 89 sobreviveram (73%), e 69 foram já reintroduzidos (78% dos sobreviventes). De momento, oito novos juvenis nascidos em 2019 aguardam o seu destino, sendo provável que duas crias fiquem em cativeiro devido à sua valia genética como futuros reprodutores do Programa de Conservação Ex Situ, e os outros 6 libertados em meio natural nos próximos meses».

«O programa de reprodução em cativeiro tem como objetivo obter um número suficiente de animais sãos para ajudar a restabelecer a espécie na natureza, com a finalidade de recuperar uma espécie em perigo de extinção. Simultaneamente, destinam-se a manter uma reserva de animais como salvaguarda contra uma possível extinção na natureza, até que estejam criadas condições para a recuperação do tamanho e viabilidade das populações silvestres», acrescentou o ICNF.

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